Se o motor é o coração do carro, a bomba d’água é quem faz o sangue circular. Quando ela para, o prejuízo é certo: superaquecimento e cabeçote empenado. Para evitar esse pesadelo, especialistas da SKF alertam que o segredo não é apenas a peça, mas o procedimento de troca.
Edson Pinheiro, engenheiro da marca, é categórico: nunca troque a bomba sozinha. A substituição deve ser feita sempre em conjunto com o tensionador e a correia dentada. No sistema de sincronismo, peças novas e velhas não conversam bem. Trocar o kit completo garante que a durabilidade seja a mesma para todos os componentes, evitando que uma correia fadigada estoure e leve o motor junto.
Água de torneira pode ser um risco
Outro vilão silencioso é o fluido. Leonardo Menegatti, consultor técnico da SKF, alerta que usar água de torneira é decretar a morte do sistema.
O cloro e os minerias da água comum geram corrosão, entupimentos e destroem o selo mecânico da bomba. O correto é usar aditivo na proporção e especificação exata da montadora. Limpar o sistema antes da instalação também é obrigatório para garantir a vedação perfeita.
App contra peças falsas
A falsificação de peças prejudica o mercado. E pensando em proteger o mecânico e o dono do carro, a SKF recomenda o uso do app SKF Authenticate.
A ferramenta permite verificar a autenticidade da peça em até 24 horas. Basta enviar fotos do produto e da embalagem. É uma segurança extra para garantir que você está instalando um componente original e não uma bomba-relógio no motor do cliente.
Para mais informações, acesse: www.skf.com/br
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