Norma de qualidade europeia exigida das montadoras amplia sua área de atuação para as peças de reposição que são comercializadas no mercado independente
O mercado de reposição automotiva no Brasil acostumou-se a ver a Europa como referência de tecnologia. Mas, desta vez, a mudança vem na certificação de qualidade. A norma IATF 16949, até então presente somente nos fornecedores de montadoras (OEM), está se voltando firmemente para o aftermarket europeu. E este efeito dominó vai cruzar o Atlântico.
Será o fim da “Peça Paralela” sem rastreabilidade?
A novidade é que a IATF estipulou o prazo de 1 0 de janeiro de 2028 para que todas as atividades de reposição em instalações certificadas sejam obrigatoriamente incluídas no escopo da certificação. O que isso significa? Que o padrão de exigência de uma peça de reposição será o mesmo ao de uma peça original de fábrica.
Na Europa, isso finaliza o ciclo de peças paralelas de qualidade duvidosa. Grandes fabricantes globais estão preparando suas unidades produtivas para atender esse padrão internacional. Portanto, a peça que chegará ao balcão não será apenas a promessa de qualidade, mas terá rastreabilidade total, da matéria-prima até a bancada do reparador.
Segurança no Varejo e na Oficina
Para distribuidores e donos de autopeças, isso é uma grande oportunidade de valorizar seu estoque. O cliente final está cada vez mais exigente, vender peças com certificação IATF é vender segurança e também reduzir retorno de garantias. O aplicador, por sua vez, ganha confiança. A dúvida sobre a durabilidade da peça, ou “se encaixa ou não”, é trocada por um componente que superou os mais rigorosos testes do mundo.
A Conexão com o Brasil

Ligia Dutenhefner, Diretora do Quality Manager no Brasil, empresa especialista em automatizar e gerenciar processos de certificações com tecnologia de ponta e máxima eficiência, enfatiza que a norma não está somente no produto final, mas em todo o processo. Isso significa que a logística brasileira também terá que se adaptar para garantir a integridade da peça até o cliente final. A IATF foca a melhoria contínua na cadeia de suprimentos como um todo. Em resumo, a IATF no aftermarket, é a garantia de que o aplicador no Brasil terá em mãos peças com a mesma confiabilidade técnica exigida em Berlim ou Paris. E a reposição automotiva no Brasil subindo de patamar!

Publicitário com especialização em marketing, acumula 26 anos no de atuação no mercado de autopeças. Consultor e Palestrante em Gestão Empresarial, Liderança, Comercial e Motivacional. Vive na Europa desde 2022.
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