O mercado brasileiro fechou os dois primeiros meses deste ano de 2026 com um alerta vermelho gigantesco. Pressionada fortemente pelas importações massivas de países asiáticos, a venda total das fábricas locais somou apenas cinco milhões e meio de unidades. Esse volume representa uma queda amarga e preocupante de 10% em relação aos números do mesmo período do ano passado, segundo os dados oficiais da associação que representa o setor.
Para o reparador e lojista de autopeças, entender esse movimento é vital para negociar melhor o estoque. No mercado de reposição que abastece as nossas rampas de alinhamento, as vendas encolheram expressivos 10%. No acumulado geral, o país registrou o pior volume para o primeiro bimestre desde o longínquo ano de 2019, acendendo um alerta máximo sobre a soberania produtiva do nosso país e a sobrevivência das fábricas.
Risco para os empregos e queda nos pesados
O presidente da associação, Rodrigo Navarro, afirma com muita empatia e gravidade que esses resultados colocam em risco direto a operação das fabricantes e milhares de emprego no setor. O segmento mais duramente atingido pela retratação assustadora foi o de veículos de carga, com uma queda beirando 15%. O mercado de carros de passeio também sofreu um baque pesado, enquanto apenas a motocicletas conseguiram manter a estabilidade nas vendas.
Confira as medidas de urgência que a entidade e dezenas de parceiros exigem do governo para salvar a produção local de borracha:
- Licenciamentos rigorosos com análise antifraude para barrar a concorrência desleal que invade o país.
- Agilidade máxima na adoção de impostos provisórios e nas rigorosas investigações antidumping em curso.
- Estímulo direto para compras governamentais focadas em produtos com conteúdo local significativo e sustentável.
- Implementação imediata da nova política de estímulo para blindar a cadeia que emprega meio milhão de pessoas.
O impacto silencioso nas oficinas
A participação de mercado dos produtos nacionais despencou para 31%. Em um passado bem recente esse índice já foi o dobro. É um pacote de medidas vital para buscar e reestabelecer as condições justas de concorrência e preservar o nosso valioso ecossistema automotivo contra o fantasma da desindustrialização.
Para o consultor técnico da sua oficina, a mensagem é muito clara. Oferecer um produto de procedência garantida e com suporte de fábrica é o único caminho para fidelizar o cliente que busca segurança extrema na estrada. Defender a nossa cadeia produtiva é a garantia absoluta de que a borracha de qualidade e a garantia rápida nunca vão faltar nas prateleiras dos nossos auto centers.
Para mais informações, acesse: www.anip.org.br
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