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Proteção veicular cresce no Brasil e avança como alternativa ao seguro

A proteção veicular vem ganhando espaço no Brasil como alternativa ao seguro automotivo tradicional. Regulamentado em 2025 pela Lei Complementar 213/2025, o segmento já reúne cerca de 8 milhões de usuários no país, segundo dados da Susep.

O avanço do setor acompanha a busca dos consumidores por soluções mais acessíveis para proteger carros e motos. De acordo com Ubirani Guimarães de Pinho, a expectativa da TODOS Protegidos é alcançar 1 milhão de veículos protegidos até 2030.

Segundo o executivo, a regulamentação trouxe mais segurança jurídica para o modelo e ajudou a fortalecer a confiança dos consumidores. “A proteção veicular democratiza o acesso à proteção automotiva, oferecendo valores mais acessíveis e condições iguais para diferentes perfis de clientes”, afirma.

Modelo mutualista amplia acesso à proteção automotiva

Diferentemente das seguradoras tradicionais, a proteção veicular funciona por meio de associações baseadas no sistema de mutualismo. Nesse formato, os associados contribuem mensalmente para um fundo coletivo utilizado em casos de sinistros, como roubos, colisões e danos causados por fenômenos naturais.

Segundo a empresa, o modelo permite custos mais baixos em comparação ao seguro convencional. A TODOS Protegidos afirma praticar preços até 20% abaixo da média do mercado, com foco principalmente nas classes C e D.

Outro diferencial apontado pelo setor é a ausência de restrições relacionadas à idade, gênero, localização ou histórico financeiro do cliente, fatores que normalmente impactam diretamente o valor dos seguros tradicionais.

Mercado ainda possui grande potencial de crescimento

Apesar do crescimento da proteção veicular, o Brasil ainda possui uma ampla parcela da frota sem cobertura. Dados da CNseg indicam que cerca de 70% dos veículos do país não possuem nenhum tipo de proteção.

Esse cenário impulsiona o crescimento do segmento, especialmente entre motoristas de aplicativo, entregadores e consumidores que utilizam o veículo como ferramenta de trabalho.

Segundo Ubirani Guimarães de Pinho, a demanda por soluções mais acessíveis deve continuar aumentando nos próximos anos. “Para muitas famílias, o veículo representa patrimônio, mobilidade e fonte de renda. A proteção precisa acompanhar essa realidade”, destaca.

Regulamentação fortalece setor

Com a regulamentação da atividade, a Susep passou a definir critérios de atuação para empresas do segmento, incluindo exigências relacionadas à gestão financeira e transparência operacional.

A expectativa do mercado é que a regulamentação contribua para ampliar a credibilidade da proteção veicular e impulsione ainda mais a expansão do setor no Brasil.

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