Nakata alerta sobre 7 erros na troca de amortecedores

A troca de amortecedores exige mais do que retirar a peça usada e instalar uma nova. Procedimentos incorretos durante o serviço podem comprometer o funcionamento da suspensão, provocar desgaste prematuro e gerar retorno do veículo à oficina.

Segundo a Nakata, alguns erros são recorrentes na rotina de reparação. Entre eles estão a escolha incorreta do componente, o uso inadequado de ferramentas e a falta de inspeção dos demais itens da suspensão.

“Erros na montagem podem comprometer não apenas o conforto dos ocupantes do veículo, mas também a segurança no trânsito”, afirma Leandro Leite, coordenador de Assistência e Garantia da Nakata.

Para reduzir retrabalhos e problemas de garantia, a fabricante destaca sete práticas inadequadas que devem ser evitadas durante a substituição dos amortecedores.

1. Escolher um amortecedor incompatível

A instalação de um amortecedor que não corresponde à versão do veículo pode afetar a estabilidade e a dirigibilidade. Diferenças de projeto, peso e altura interferem diretamente no funcionamento da suspensão.

A recomendação é conferir a etiqueta da peça e consultar o catálogo eletrônico antes da instalação.

2. Não realizar o escorvamento

O escorvamento, também chamado de equalização, consiste em retirar o ar do tubo interno do amortecedor. Para isso, a haste deve ser movimentada manualmente cinco vezes em todo o curso.

Quando o procedimento é ignorado, podem surgir ruídos e sensação de instabilidade após a instalação.

3. Usar alicate de pressão na haste

O alicate de pressão pode danificar a superfície cromada da haste. O contato pode gerar microfissuras e comprometer os retentores de vedação.

Como consequência, o componente pode apresentar vazamento de óleo e reduzir sua vida útil.

4. Utilizar ferramentas pneumáticas na haste

Ferramentas pneumáticas aplicadas diretamente na haste também podem causar danos. O torque excessivo e a alta rotação podem afetar válvulas internas e o sistema de vedação.

O recomendado é utilizar ferramentas manuais adequadas e respeitar os torques indicados pelo fabricante.

5. Trocar apenas o amortecedor

Instalar um amortecedor novo sem avaliar o restante da suspensão pode resultar em retrabalho. O conjunto deve ser inspecionado, especialmente o kit do amortecedor.

Entre os componentes estão:

• Coxim: ajuda a isolar ruídos e trepidações.
• Coifa: protege a haste contra poeira, água e partículas abrasivas.
• Batente: atua como uma “segunda mola” e evita o fim de curso.

Também é importante verificar molas, bieletas, bandejas e pivôs.

6. Fazer o reaperto com a suspensão estendida

O aperto final não deve ser realizado com o veículo suspenso e a suspensão totalmente estendida. Nessa condição, as buchas permanecem tensionadas e podem sofrer deformações e desgaste prematuro.

O procedimento deve ocorrer com o veículo apoiado no solo, na posição de trabalho.

7. Não realizar o alinhamento após a troca

A substituição dos amortecedores pode alterar a geometria da suspensão. Por isso, o alinhamento deve fazer parte do serviço.

Sem o procedimento, podem ocorrer desgaste irregular dos pneus, tendência de o veículo puxar para um dos lados e perda de estabilidade.

Mais segurança e menos retrabalho

Evitar essas práticas ajuda a reduzir retornos à oficina e problemas de garantia. Além disso, um diagnóstico completo e a montagem correta contribuem para aumentar a durabilidade dos componentes.

Para a Nakata, a avaliação de toda a suspensão, o uso adequado das ferramentas e o cumprimento dos procedimentos de instalação são fundamentais para entregar um serviço mais seguro e profissional.

Para mais informações acesse: www.nakata.com.br

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