Componente essencial para diminuir emissões de poluentes e aumentar a performance o turbocompressor exige cuidados ao desmontar.
O motor VW EA211 1.4 TSI Total Flex é um dos mais modernos do Grupo Volkswagen. Entrega 150 cv (E/G) de potência e torque de 25,5 kgfm (E/G), ou 250 Nm.
No Brasil, a fabricante oferece o SUV cupê Nivus GTS, SUV compacto T-Cross Highline, SUV médio Taos e o sedã Virtus Exclusive com este motor. Ele também é exportado para o México.
Além disso, está em circulação no País, o Polo GTS, lançado em 2020 e vendido até o primeiro trimestre de 2025, o SUV Tiguan, sedã Jetta comercializado a partir de 2016 e o Audi A3, o qual foi produzido em São José dos Pinhais (PR) no ano de 2015.
O 1.4 TSI turbo de 4 cilindros é integrante da família de motores EA 211 a qual é composta por 1.0 MPI aspirado de 3 cilindros, 1.6 MSI aspirado de 4 cilindros, 1.0 TSI Turbo de 3 cilindros, todos fabricados em São Carlos (SP).
Na Revista Reparação Automotiva 213, mostramos a desmontagem dos periféricos e linha de combustível. Nesta reportagem especial, a qual foi produzida na fábrica de São Carlos, destacamos o procedimento para fazer a desmontagem e montagem do turbocompressor, realizada pelos Analistas de Qualidade Ronaldo Luiz Belini e Diego Rafael de Mello.

Desmontagem da bomba secundária de ar
Para iniciar a desmontagem é necessário retirar a bomba secundária de ar.
Ela auxilia na fase fria do motor, quando a emissão de poluentes é maior, para aquecer mais rápido. Essa bomba passou a integrar o motor a partir de 2025.

Para retirar as mangueiras não há necessidade de ferramentas. Elas são responsáveis por fazer a comunicação do ar com o filtro de ar para a bomba.

Na mangueira há um sensor que identifica a pressão do ar, caso tenha problemas ele indica a falha com um código de diagnóstico mostrado no protocolo de avarias do veículo.
Ainda há conexões internas as quais levam este ar até o bloco e cabeçote para que o catalisador chegue na temperatura ideal o mais rápido possível.


A bomba secundária de ar é fixada com dois parafusos, para retirá-los a ferramenta indicada é a chave estriada 10 mm.
Desmontagem do turbo

O procedimento de desmontagem do turbocompressor inicia com a retirada da chapa térmica. Ela é colocada porque nesta parte do motor circulam os gases, e protege outras partes para não aquecer, para retirar não é necessário usar ferramentas, o processo é manual.

O turbo é refrigerado e lubrificado, o processo é feito por um tubo duplo onde circula o liquido de arrefecimento. Ele é fixado por quatro parafusos Torx 30, dois estão fixados na carcaça do turbocompressor, um fixado na tampa de válvulas e outro na capa da correia.

Na ponta do tubo há uma garra, uma junta metálica, para fazer a vedação entre ele e a carcaça do turbocompressor.
Atenção: Cuidado para não cair essa junta metálica durante a desmontagem, pois sem ela ocorre vazamento e vai danificar o motor por completo.

Na sequência faça a retirada da segunda chapa térmica, ela é colocada na parte superior, a qual também evita a dissipação do calor.

Para a lubrificação do turbo, o mesmo óleo do motor passa por um duto superior, também chamado por tubo de alimentação do turbocompressor, pressurizado. O óleo faz a lubrificação do turbo e retorna para o cárter por gravidade. Ele é fixado por um parafuso Torx na carcaça, outro na abraçadeira para manter a posição, pois é montado diretamente no bloco e outro na segunda flange.


Para fazer a retirada total do tubo de alimentação do turbocompressor é necessário retirar o intake, componente que faz a comunicação entre o ar que é captado e passa pelo filtro para depois refrigerar o turbo. A fixação da peça é feita por dois parafusos, os quais são soltos com a chave Torx 30 mais longa para facilitar o acesso.

Após a retirada do intake é possível retirar totalmente o tubo de alimentação do turbocompressor, pois ele passa por baixo da peça.

Ainda há tubo do retorno do óleo, ele é fixado por um parafuso Torx 30 na parte inferior do bloco. Já a parte superior, o encaixe é feito por interferência.
Atenção: Tanto no tubo de pressão como no de retorno há anéis oring nas duas extremidades os quais devem ser preservados e repostos na montagem para evitar vazamentos.

No turbo há um atuador, a retirada é iniciada pelo chicote feita manualmente.

O turbocompressor tem quatro pontos de fixação, as porcas são soltas com uma chave 12 mm.

É necessário ter cuidado com a haste do atuador, pois ela é a responsável pela aberturada válvula wastegate, a válvula de alívio. Sendo assim, qualquer batida ou esforço na haste irá alterar a abertura ou fechamento da válvula, o que provoca danos e interferências na performance do motor.

Assim é possível retirar o turbo da posição de fixação. Ele é dividido em duas partes, o lado quente e o frio. Há um eixo, um rotor de cada lado. Os gases de escape são aproveitados para fazer o giro da parte quente e automaticamente gira a parte fria, assim pressuriza o ar para ir ao corpo de borboleta.

A conexão do turbo ao escape no cabeçote é feita por uma chapa metálica, similar a junta do cabeçote, a qual faz a vedação e não permiti escape de gases
O vídeo com o procedimento completo da desmontagem do motor EA 211 1.4 TSI está disponível no canal do YouTube ra.estudio. Nas próximas edições mostraremos a desmontagem e montagem de outros componentes.
Por: Edison Ragassi/ Fotos: Wanderlei Castro
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