RIO Riosulense e UCS pesquisam motores a hidrogênio e biocombustíveis

A RIO Riosulense firmou parceria com a Universidade de Caxias do Sul (UCS) para desenvolver uma pesquisa voltada a motores movidos a hidrogênio e biocombustíveis. A iniciativa integra as ações pelos 80 anos da empresa e busca desenvolver componentes específicos para combustíveis de baixa emissão de carbono.

Pesquisa avalia novos materiais para motores

O projeto tem como foco estudar materiais e componentes destinados a motores que utilizam hidrogênio e biocombustíveis como alternativa aos combustíveis fósseis.

Segundo Clebson Atilio Ferreira, Gerente Técnico da RIO e coordenador da iniciativa, a transição energética deve impactar o mercado automotivo e os produtos utilizados nos próximos anos.

Além disso, Ferreira destaca que as soluções podem variar conforme as características de cada região. No Brasil, a disponibilidade de biocombustíveis como etanol, biodiesel, biometano e hidrogênio pode influenciar o desenvolvimento dessas tecnologias.

Hidrogênio traz desafios para componentes

De acordo com a avaliação da empresa, os motores a combustão devem continuar presentes no segmento de veículos pesados e extrapesados. Entretanto, a tendência é ampliar o uso de biocombustíveis em substituição ao diesel.

No caso do hidrogênio, ainda existem desafios relacionados à produção, armazenamento e aplicação no motor. Por isso, a RIO pretende estudar componentes capazes de suportar as condições de operação desses propulsores.

Entre os principais objetivos da pesquisa está a análise dos mecanismos de fragilização provocados pela difusão do hidrogênio em ligas ferrosas. O estudo também avaliará o desenvolvimento de barreiras capazes de reduzir essa difusão e, consequentemente, a ocorrência da fragilização.

Desenvolvimento de componentes

Com os resultados da pesquisa, a RIO poderá avaliar novas aplicações para componentes como camisas de cilindro, guias de válvulas, assentos de válvulas e tuchos.

Segundo Ferreira, informações apresentadas em congressos de engenharia, como o SAE BRASIL, indicam diferenças na composição das peças utilizadas em motores movidos a hidrogênio ou biocombustíveis. A estimativa mencionada pela empresa é de aproximadamente 15% em relação à composição atual dos motores a diesel.

Dessa forma, o projeto também pretende validar e adequar ligas especiais às condições de trabalho dos novos motores. A RIO afirma possuir experiência no desenvolvimento de materiais e ligas para aplicações automotivas.

Projeto terá duração de 48 meses

A pesquisa será realizada no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciência dos Materiais (PPGMAT) da UCS. O estudo terá duração prevista de 48 meses e será conduzido pelo pesquisador bolsista Michael Cristian Goldbeck.

A orientação ficará a cargo dos professores Dr. Carlos Alejandro Figueroa e Dr. Alexandre Fassini Michels, que também atuam como coordenadores do projeto.

As etapas experimentais serão realizadas na UCS. Em seguida, as fases de validação técnica e prototipagem ocorrerão na RIO e em outras instituições parceiras.

Além da pesquisa sobre hidrogênio, a empresa informa que mantém outros projetos relacionados aos biocombustíveis. Entre as iniciativas estão estudos e desenvolvimentos de componentes destinados a motores a etanol e biogás.

Para mais informações, acesse: rio.expert

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