Empresas que utilizam veículos para entregas, serviços técnicos ou deslocamentos precisam organizar revisões, custos e períodos de parada. Nesse contexto, a manutenção preventiva ajuda a acompanhar as condições da frota e planejar intervenções.
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), revisões periódicas contribuem para a segurança, o funcionamento e a conservação de componentes como freios, pneus, bateria e sistemas de iluminação.
Como organizar a manutenção preventiva da frota
O primeiro passo é estabelecer uma rotina de acompanhamento para cada veículo. Para isso, a empresa pode considerar quilometragem, tempo de uso e recomendações do fabricante.
Além disso, é importante diferenciar manutenção preventiva e corretiva. A preventiva acompanha o desgaste e programa intervenções. Já a corretiva ocorre após a identificação de uma falha ou defeito.
De acordo com a TOTVS, o controle das informações permite registrar manutenções, peças utilizadas, serviços realizados e períodos de parada. Dessa forma, o histórico individual dos veículos também ajuda a identificar problemas recorrentes.
Entre os principais itens que podem fazer parte das inspeções estão:
- Pneus e sistema de freios;
- Níveis de óleo e outros fluidos;
- Bateria e sistema elétrico;
- Iluminação e equipamentos obrigatórios;
- Filtros e sistema de arrefecimento;
- Suspensão e componentes relacionados.
Entretanto, os intervalos de manutenção variam conforme o modelo, ano e condições de utilização. Por isso, o DNIT recomenda considerar as características de cada veículo.
Estrutura da oficina e uso do elevador automotivo
A criação de uma oficina própria depende do tamanho da frota, do volume de serviços e do espaço disponível. Enquanto empresas menores podem optar pela terceirização, operações maiores podem avaliar uma estrutura interna para determinadas atividades.
Nesse planejamento, o elevador automotivo pode facilitar o acesso à parte inferior dos veículos em serviços compatíveis com o equipamento.
A escolha deve considerar a capacidade do elevador, os veículos atendidos, o espaço físico, a instalação e os procedimentos de segurança. Além disso, a Norma Regulamentadora nº 12 (NR-12), do Ministério do Trabalho e Emprego, estabelece requisitos para a utilização, inspeção e manutenção de máquinas e equipamentos.
Assim, a estrutura precisa ser planejada conforme as características dos equipamentos e das atividades realizadas. Também é necessário contar com profissionais capacitados e procedimentos definidos para cada intervenção.
Controle de custos e disponibilidade da frota
A gestão da frota também exige o acompanhamento dos custos de operação. Gastos com peças, pneus, lubrificantes, mão de obra e serviços externos podem ser registrados individualmente.
Segundo o Sebrae, o Planejamento e Controle da Manutenção envolve a organização de históricos, materiais, processos e informações relacionadas às intervenções. Com isso, a empresa consegue acompanhar melhor os serviços realizados e a disponibilidade dos veículos.
Outro ponto importante é o planejamento das paradas. Quando uma revisão é programada com antecedência, a empresa pode organizar a substituição temporária do veículo ou adaptar a operação durante o período de indisponibilidade.
Portanto, a manutenção de frotas vai além dos reparos realizados após uma falha. A combinação entre manutenção preventiva, histórico de serviços, controle de custos e estrutura adequada permite acompanhar a frota de forma mais organizada.
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