A escassez de mão de obra qualificada está entre os principais desafios da reparação automotiva em São Paulo. Segundo o Sindirepa-SP, de sete a oito em cada dez oficinas relatam dificuldades para contratar profissionais, principalmente técnicos.
O Estado concentra 36.570 oficinas, sendo 40% na Grande São Paulo, conforme o Anuário da Indústria de Reparação de Veículos do Brasil 2025/2026.
Diagnóstico eletrônico está entre as áreas mais demandadas
As maiores carências estão em diagnóstico eletrônico, funilaria e pintura. Além disso, o setor enfrenta o envelhecimento da força de trabalho. Na Grande São Paulo, a idade média dos profissionais está entre 40 e 50 anos.
Ao mesmo tempo, a entrada de jovens não acompanha o ritmo de aposentadorias e desligamentos. Para aproximar empresas e profissionais, o SENAI Ipiranga e o Sindirepa-SP realizam a Feira de Empregabilidade, última etapa do Programa Empregar SENAI.
O evento terá palestras, espaços para visitação e informações sobre capacitação e oportunidades no setor.
Formação acompanha evolução dos veículos
O SENAI Ipiranga oferece cursos de formação, aperfeiçoamento e especialização. Entre as áreas estão diagnóstico eletrônico, baterias de alta tensão, motores, transmissão, funilaria e pintura, estética automotiva e manutenção de motocicletas e caminhões.
Com a evolução tecnológica, aumentou a necessidade de profissionais preparados para trabalhar com eletrônica embarcada, diagnóstico digital e veículos eletrificados. Entretanto, especialidades tradicionais também continuam com demanda.
Carreira pode começar sem experiência
Pessoas com mais de 16 anos que estejam cursando o ensino médio podem ingressar em cursos de aprendizagem e formação técnica, conforme os requisitos de cada programa.
Outra possibilidade é o curso de Auxiliar de Mecânico, com duração de 40 horas. Segundo levantamento do Sindirepa-SP, a remuneração média no setor paulista é estimada entre R$ 3.500 e R$ 5.500, com variações conforme função, empresa e especialização.
Para profissionais em início de carreira, a faixa indicada é de R$ 1.800 a R$ 2.500. Já especialistas em funilaria, pintura, eletrônica ou veículos elétricos podem alcançar R$ 5.500 a R$ 9.000 ou mais.
Setor busca novos profissionais
Entre os fatores relacionados à escassez estão o menor interesse dos jovens por carreiras operacionais, a evolução tecnológica dos veículos e a concorrência com outras áreas.
Por isso, o Sindirepa-SP destaca a importância de mostrar que a reparação atual envolve tecnologia, diagnóstico digital e atualização constante.
“A reparação automotiva está cada vez mais tecnológica e quem se qualifica no setor garante uma carreira estável, rentável com inovações constante”, afirma Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP.
Nesse cenário, a integração entre empresas, instituições de ensino e entidades do setor pode ampliar as oportunidades de formação e trabalho.
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