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Após queda em 2025, mercado de caminhões projeta alta em 2026

Se 2025 fosse uma estrada, seria aquela cheia de buracos e pedágios caros. Para as transportadoras que levam caminhões zero quilômetro das fábricas para as concessionárias, o ano foi desafiador. Segundo a Fenabrave, o mercado fechou com uma retração de 8,7%, totalizando cerca de 110 mil unidades negociadas.

O vilão dessa história foi a queda na venda dos extrapesados, categoria que costuma carregar o mercado nas costas. Mas a ABC Cargas, especialista nesse tipo de logística há 28 anos, acredita que o pior já passou e que 2026 tem tudo para destrancar o fluxo.

O impacto dos juros altos

Danilo Guedes, CEO da ABC Cargas, resume bem o sentimento do setor: foi um período complexo. Os juros estratosféricos funcionaram como um freio de mão puxado para quem queria renovar a frota. Com o crédito caro, empresas e autônomos adiaram a compra, e isso impactou diretamente quem transporta esses veículos novos.

Danilo Guedes, presidente da ABC Cargas
Por que 2026 promete ser diferente?

Apesar do retrovisor mostrar um cenário nublado, o para-brisa aponta para dias de sol. Lideranças do setor veem sinais claros de recuperação baseados em dois pilares principais:

  • Programa Move Brasil: O BNDES anunciou R$ 10 bilhões em crédito com juros mais baixos. Isso é o “combustível” que faltava para muitas empresas tirarem o pedido de renovação de frota da gaveta.
  • Fator Fenatran: A maior feira de transporte da América Latina acontece este ano. Historicamente, o evento gera um ambiente de otimismo e fecha muitos negócios, impulsionando toda a cadeia.
Preparação para a subida

Guedes reforça que a renovação da frota é inevitável, seja por eficiência ou exigências ambientais. A ABC Cargas aproveitou o momento de baixa para ajustar a casa, investindo em planejamento e eficiência logística.

Para mais informações, acesse: www.abccargas.com

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