Alexandre Mol

Alexandre Mol é o novo presidente do Sindirepa Brasil

A entidade nacional representa 18 sindicatos espelhados pelo País. Fortalecer o associativismo é um dos principais objetivos do mandatário.

Alexandre Mol foi eleito presidente do Sindirepa Brasil para os próximos dois anos de gestão. Natural de Minas Gerais, o mandatário atua no setor de reparação automotiva desde janeiro de 1982. Ele deu continuidade ao legado da família, o qual o avô, José Baptista Mol iniciou, pois foi o fundador de uma empresa criada em agosto de 1955, a qual completou 70 anos de história.

Ele praticamente nasceu no chão da oficina. “Essa trajetória permitiu vivenciar, na prática, a evolução do setor, suas transformações tecnológicas e os desafios enfrentados pelos reparadores ao longo das décadas”, afirma Mol.

Especialista em gestão ele lembra que já gerenciou três empresas reparadoras ao mesmo tempo. “Já tive três oficinas funcionando simultaneamente, com um time de 54 colaboradores. Atualmente, atuo de forma mais enxuta na área de mecânica automotiva, atendendo alguns clientes antigos com um serviço extremamente personalizado. Essa vivência empresarial me proporciona uma visão muito clara da realidade do reparador independente, tanto na operação quanto na gestão do negócio, e me permite focar cada vez mais no associativismo”, declara.

Compartilhar conhecimentos

Essa experiência incentivou o empresário reparador a compartilhar seus conhecimentos, por isso, passou a atuar como líder de classe. “Minha atuação no associativismo começou em 1996. Desde então, exerci diversas funções dentro das entidades representativas, sempre com o propósito de fortalecer o setor e criar um ambiente mais justo, profissional e sustentável para os reparadores automotivos. Assumi a presidência do Sindirepa MG em 2018 e atualmente estou no meu segundo mandato, o qual encerra no final de 2026”, afirma o presidente do Sindirepa MG e recém eleito presidente do Sindirepa Brasil.

Neste período, enquanto presidente da entidade mineira, ele realizou uma reestruturação completa, promoveu um choque de gestão. Porém, por mais bem intencionado que seja o gestor, ele não consegue fazer tudo sozinho. “O apoio da diretoria foi decisivo, alcançamos um crescimento superior a 600% no patrimônio do Sindicato e dobramos o número de associados. E o mais importante, não foram só números, devolvemos credibilidade, relevância e protagonismo ao Sindirepa MG”, afirma com orgulho.

O mandato do presidente do Sindirepa MG tem duração de quatro anos. Conta com três vice-presidentes, eles representam setores estratégicos: GNV, colisão e mecânica. Além disso, são duas câmaras setoriais: mecânica e colisão, coordenadas por empresários associados, isso para garantir representatividade técnica e proximidade com as demandas reais do mercado.

Experiência regional para contribuir com a entidade nacional

Depois dessa experiência regional em um dos mais importantes estados brasileiros, Alexandre Mol assume a responsabilidade de representar os reparadores independentes nacionalmente.

Segundo Mol, a principal função do Sindirepa Brasil é a defesa dos interesses das entidades estaduais e, consequentemente, de seus associados. “Atualmente, contamos com 18 entidades filiadas, representando todos os estados onde existem Sindirepas Estaduais.

A atuação nacional busca aproximar os afiliados estaduais aos principais players do mercado, como seguradoras, Fenseg, frotistas, locadoras, empresas de sistemas de orçamentação e de RP, fabricantes de autopeças, indústrias de tintas, entre outros”, explica.

Qualificação profissional um desafio a ser superado

Ano a ano os veículos evoluem e a chegada dos modelos elétricos e híbridos exige que o setor se aprimore para atender essa demanda, porém, ele passa por dificuldades para encontrar mão de obra qualificada. “Assim como em diversos setores produtivos do país, a reparação automotiva enfrenta escassez de profissionais qualificados. A atuação direta do Sindirepa Brasil ocorre principalmente por meio dos Sindirepas Estaduais, com capacitação junto ao SENAI. Em âmbito nacional, contribuímos conectando as entidades estaduais a fabricantes de autopeças que oferecem treinamentos específicos, empresas de tintas e, sobretudo, ao programa de certificação profissional do IQA, que eleva o nível técnico e a valorização do reparador”, ressalta.

Aproximação com as montadoras

Outro fator que auxilia os reparadores independentes é a troca de informações com as fabricantes de veículos. “Vamos intensificar, a partir de agora, a aproximação com as montadoras, com um trabalho claro de conscientização e diálogo. O reparador independente não é concorrente, mas uma extensão estratégica da rede de atendimento dos fabricantes, especialmente no período pós garantia dos veículos. Essa relação é fundamental para o fortalecimento de todo o ecossistema automotivo”, explica.

Além disso, segundo o presidente, o setor enfrenta concorrência desleal. “Os desafios são muitos, mas destaco a concorrência desleal como um dos principais. Em especial, empresas que operam com múltiplos MEIs no mesmo endereço, isso reduz drasticamente a carga tributária e distorce o mercado, o que prejudica quem atua de forma correta e profissional.

Ações para fortalecer o mercado da reparação automotiva

Nesta gestão que inicia em 2026, Mol fala sobre as principais ações que planeja realizar no Sindirepa Brasil. “Nosso foco será a estruturação da entidade nacional para oferecer o melhor suporte aos filiados, além de atuar no nivelamento organizacional dos Sindirepas Estaduais. Queremos que todos operem em um patamar semelhante de estrutura, comunicação, representatividade e entrega de valor aos associados. Mantemos um bom relacionamento com os principais fabricantes de autopeças, que oferecem treinamentos técnicos relevantes. No entanto, ainda enfrentamos um grande desafio em relação ao atendimento de garantias, que muitas vezes ficam travadas na cadeia de distribuição. Esse é um ponto que precisa evoluir para dar mais segurança ao reparador independente”.

Fortalecer a profissão é prioridade

Também a essência da entidade de classe precisa ser preservada e consolidada. “O Sindirepa Brasil sempre defendeu e continuará defendendo a profissão. Nosso papel principal é fortalecer e capacitar as entidades estaduais, que mantêm um contato mais próximo, direto e constante com os reparadores em suas regiões. Minha diretoria e eu teremos uma gestão transparente, participativa e comprometida com a melhoria do ambiente de negócios e a defesa dos interesses do reparador automotivo independente”.

União para atingir os objetivos

Como foi dito no início, por melhor que seja o planejamento e as intensões, não é possível realizar sozinho. É preciso o apoio de pessoas que acreditem e confiem nos objetivos a serem alcançados. “Convido todos a se aproximarem dos Sindirepas Estaduais, participarem das reuniões, opinarem e colaborarem. É com união, diálogo e participação que continuaremos evoluindo e fortalecendo a reparação automotiva brasileira, finaliza Alexandre Mol, presidente do Sindirepa Brasil.

Para mais informações sobre o Sindirepa, acesse: https://sindirepabrasil.org.br/

Por: Edison Ragassi

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