O período de chuvas intensas e alagamentos aumenta riscos de danos aos veículos, especialmente aos sistemas elétricos. Segundo a Defesa Civil de São Paulo, apenas 15 cm de água já podem arrastar um carro. Além dos prejuízos mecânicos, a bateria veicular está entre os componentes mais afetados pelo contato com água suja.
O coordenador de Engenharia de Aplicação da Clarios, Jean Carlos de Paulo afirma que não é necessário que a bateria fique totalmente submersa para sofrer danos.
“Respingo excessivo ou contato prolongado com água contaminada pode causar curto-circuito externo, oxidação nos terminais a até comprometer módulos eletrônicos”, explica.
Água suja pode causar danos irreversíveis
Quando há submersão, os riscos aumentam significativamente. A água pode contaminar o eletrólito, danificar placas internas e comprometer totalmente a bateria.
Entre os principais problemas causados pelos alagamentos estão:
- Curto-circuito externo;
- Descarga rápida da bateria;
- Oxidação das conexões;
- Falhas elétricas e eletrônicas.
O especialista alerta que, após passar por uma enchente, o motorista não deve tentar ligar o veículo. A recomendação é remover o carro da área alagada e encaminhá-lo para avaliação técnica completa.
Veículos híbridos e elétricos exigem atenção redobrado
Nos veículos eletrificados, a bateria de 12V também exerce papel essencial no gerenciamento dos sistemas eletrônicos e de segurança.
Por isso, após qualquer contato com enchente ou alagamento, a inspeção deve ser feita apenas por profissionais capacitados, devido à presença de sistemas de alta tensão. Além disso, o uso de EPIs adequados é indispensável durante qualquer manuseio.
Sinais indicam que a bateria foi afetada
Alguns sintomas podem indicar danos causados pela água:
- Dificuldade na partida;
- Falhas elétricas no painel e iluminação;
- Oxidação nos terminais;
- Cheiro anormal;
- Vazamentos;
- Queda rápida de tensão.
Caso haja contaminação ou perda de desempenho, a substituição da bateria é a única solução recomendada. “A contaminação por água pode comprometer definitivamente as placas internas e o eletrólito. Por segurança, a substituição é indispensável”, reforça Jean Carlos de Paulo.
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