Quando se fala em acessibilidade, o debate costuma estar associado à mobilidade urbana, à inclusão profissional ou às tecnologias assistivas. No entanto, a forma como produtos e ferramentas são desenvolvidos também pode influenciar diretamente a autonomia das pessoas em atividades do dia a dia.
Essa perspectiva ganha destaque na trajetória de Guilherme Lubian, influenciador, criador do canal Lubian Garage no YouTube, mecânico autodidata e pessoa com deficiência visual. Em sua rotina profissional, ele encontrou em características como organização, ergonomia e usabilidade presentes nas ferramentas da Tramontina PRO recursos que contribuem para uma experiência mais prática e independente na oficina.
Mais do que uma história de representatividade, sua experiência amplia a discussão sobre como a indústria pode desenvolver soluções cada vez mais intuitivas e acessíveis. Nesse contexto, elementos como a padronização dos espaços de armazenamento e a organização das ferramentas ajudam a tornar as atividades diárias mais eficientes.
“Se uma pessoa sem deficiência visual consegue absorver os detalhes de um motor apenas assistindo a um vídeo, eu, não tendo a percepção visual suficiente, preciso tocar nos componentes para entender de forma adequada”, afirma Guilherme. “Essa particularidade torna o desafio um pouco mais complexo, mas, com força de vontade, troca de informação e tecnologia, os obstáculos vão sendo contornados.”
Organização e ergonomia favorecem a independência
O interesse de Guilherme pela mecânica começou ainda na infância, quando desmontava miniaturas de carros para entender seu funcionamento. Com o tempo, o hobby se transformou em atividade profissional e passou a fazer parte do conteúdo compartilhado em suas redes sociais.
Atualmente, as ferramentas da Tramontina PRO integram sua rotina de trabalho. Segundo o influenciador, recursos como os berços organizadores em EVA e a disposição padronizada dos itens facilitam a identificação tátil das ferramentas e aumentam a autonomia durante os reparos.
“A possibilidade de personalizar os berços de EVA instalados nas gavetas do carro de ferramentas conforme a necessidade de organização individual faz toda a diferença no meu processo de organização”, explica. “Mesmo que você não esteja vendo o número de uma chave combinada, é possível perceber com as mãos quando o objeto está no local correto.”
Design inclusivo beneficia diferentes perfis de usuários
A Tramontina desenvolve iniciativas voltadas ao design inclusivo em diversas categorias de produtos. Entre os projetos estão a coleção ForAll, criada para pessoas com Parkinson e outras condições que afetam os movimentos das mãos e braços, além da linha infantil Beni, desenvolvida para auxiliar crianças neurodiversas.
Os produtos foram criados em parceria com universidades, especialistas, instituições e usuários, buscando atender necessidades reais observadas no cotidiano. Dessa forma, a empresa procura unir funcionalidade, experiência de uso e autonomia.
Para Guilherme, iniciativas como essas representam muito mais do que adaptação. Elas contribuem diretamente para a independência das pessoas. “O desenvolvimento social depende muito da autonomia que cada pessoa conquista. Desenvolver produtos e serviços acessíveis é parte do compromisso que a indústria precisa assumir com os consumidores”, destaca.
A experiência do influenciador reforça que o design inclusivo beneficia todos os usuários. Quando ergonomia, organização e usabilidade são considerados desde o desenvolvimento dos produtos, as soluções tornam-se mais intuitivas, funcionais e acessíveis, ampliando a experiência de uso para diferentes perfis de consumidores.
Para mais informações, acesse: www.tramontina.com.br
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