A evolução das normas ambientais para veículos pesados transformou profundamente a engenharia dos motores diesel. No Brasil, a implementação da fase Proconve P8, equivalente ao padrão Euro VI, elevou os requisitos de controle de emissões e impulsionou o desenvolvimento de novas tecnologias tanto nos motores quanto nos lubrificantes.
Com sistemas de pós-tratamento mais sofisticados, maiores pressões de combustão e temperaturas de operação mais elevadas, os motores modernos passaram a exigir lubrificantes capazes de oferecer proteção avançada e compatibilidade com os componentes responsáveis pela redução de emissões.
Novos motores exigem lubrificantes mais avançados
Segundo Alberto Freitas, head de Vendas da Valvoline no Brasil, o papel do lubrificante deixou de se limitar à redução de atrito e ao controle de desgaste.
Com a chegada de tecnologias como o filtro de partículas diesel (DPF), os lubrificantes passaram a desempenhar função estratégica na preservação dos sistemas de pós-tratamento, evitando a formação de resíduos que podem comprometer sua eficiência.
Para atender essa demanda, ganharam destaque as formulações Low SAPS, caracterizadas pelo baixo teor de cinzas sulfatadas, fósforo e enxofre.
Resistência térmica e proteção ampliada
Os motores diesel atuais operam sob condições mais severas, o que acelera a degradação do óleo lubrificante. Por isso, os produtos mais modernos oferecem maior resistência à oxidação, estabilidade térmica superior e capacidade de manter suas propriedades por mais tempo.
Além da base lubrificante, os aditivos desempenham papel fundamental na proteção do motor. Detergentes ajudam a neutralizar ácidos gerados durante a combustão, enquanto dispersantes mantêm contaminantes em suspensão, evitando a formação de depósitos internos.
Já os aditivos antidesgaste contribuem para aumentar a durabilidade de componentes como pistões, anéis e válvulas.
Biodiesel também influencia a formulação dos óleos
Outro fator que impulsionou a evolução dos lubrificantes foi o aumento da participação do biodiesel na composição do diesel comercializado no Brasil.
De acordo com Freitas, o biodiesel pode acelerar processos de oxidação e favorecer a formação de compostos ácidos. Por isso, os lubrificantes atuais contam com tecnologias capazes de controlar esses efeitos e preservar a estabilidade química do produto durante períodos prolongados de operação.
Categoria API CK-4 ganha destaque
Entre as especificações mais modernas está a API CK-4, desenvolvida para atender motores diesel de última geração.
Os lubrificantes dessa categoria oferecem maior proteção contra desgaste, melhor controle de depósitos, elevada resistência à oxidação e compatibilidade com os sistemas de controle de emissões.
Embora tenham sido projetados para motores mais recentes, também podem ser utilizados em veículos de gerações anteriores, proporcionando ganhos em proteção e desempenho operacional.
Intervalos de troca podem ser ampliados
Entre os produtos disponíveis no mercado está o Valvoline Premium Blue CK-4, desenvolvido para aplicações em motores diesel pesados.
A formulação utiliza óleo básico Grupo II, conhecido pela maior estabilidade térmica e resistência à oxidação, além de contar com aditivos detergentes e antidesgaste que auxiliam na limpeza interna e proteção dos componentes.
Dependendo das condições de operação e do monitoramento adequado do óleo, lubrificantes dessa categoria podem permitir intervalos de troca superiores a 60 mil quilômetros, contribuindo para a redução dos custos operacionais das frotas.
Para mais informações, acesse: valvolineglobal.com.br
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