Com a chegada das férias de inverno e o aumento das viagens para regiões serranas, a NTK, marca da Niterra especializada em componentes automotivos, alerta para os riscos do uso de sensores automotivos sem procedência comprovada. Segundo a fabricante, condições típicas da estação, como frio intenso, neblina e maior umidade nas estradas, exigem o máximo desempenho dos sistemas eletrônicos do veículo.
De acordo com Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra, a utilização de componentes fora das especificações pode comprometer diretamente a segurança durante a viagem.
“Perder potência do motor no meio de uma subida de serra pode representar um risco real para a segurança dos ocupantes do veículo”, destaca o especialista.
Sensores influenciam diretamente o desempenho do veículo
Os veículos modernos dependem de diversos sensores para o funcionamento correto dos sistemas eletrônicos, responsáveis por gerenciar desde o desempenho do motor até os sistemas de controle e segurança.
Segundo Mori, peças de baixa qualidade apresentam menor durabilidade e podem provocar falhas na comunicação entre os componentes eletrônicos do veículo.
“Os sensores disponíveis no mercado de reposição devem seguir as mesmas especificações dos componentes originais para evitar conflitos com os sistemas eletrônicos e garantir o funcionamento adequado do veículo”, explica.
Cuidados na compra ajudam a evitar problemas
Segundo a empresa, escolher componentes de procedência confiável contribui para preservar o desempenho do veículo e aumentar a segurança durante viagens, especialmente em condições severas de inverno.
Confira os principais erros que peças não originais podem apresentar:
1- Sensor de Oxigênio (Sonda Lambda): Veículos modernos possuem sensores de oxigênio específicos, tanto quanto a resistência do aquecedor, como tempo de resposta. O uso de sensores não especificados provoca o acendimento da luz de injeção, quando isto ocorre o sistema de injeção adota um valor para para trabalhar (valor padrão). O resultado imediato é uma mistura mais rica de combustível, gerando aumento no consumo de combustível, provocando a carbonização das velas de ignição e fumaça preta no escapamento.
2- Sensor de Rotação: responsável por informar a rotação do motor, permitindo a partida rápida do motor e o gerenciamento do ponto de ignição e injeção de combustível. Sem a informação de rotação o motor pode não funcionar ou ter dificuldade para partir, quando o veículo possui outros sensores como o de fase, o motor pode entrar em funcionamento com a luz de injeção acesa no painel, porém depende de uma estratégia específica para isto ocorrer. Pode ocorrer casos onde o motor desliga em funcionamento, apesar de ser raro, coloca o usuário em uma situação crítica. Com o motor desligado, perde-se instantaneamente a assistência hidráulica da direção e o hidrovácuo do freio, criando uma situação de dificuldade para o condutor manter o controle seguro do veículo.
3- Sensor de ABS: em pistas escorregadias ou molhadas, a leitura correta do sensor de ABS é fundamental, além de atuar no controle do sistema de ABS, e na informação de rotação das rodas, são utilizados por outros sistemas como controle de estabilidade e tração do veículo. Estes sistemas atuam auxiliando na condução do veículo de forma segura.
4- CTS (Sensor de Temperatura do Líquido de Arrefecimento): componentes não originais demoram a reagir ou informam a temperatura incorreta, quando o sensor indica uma temperatura mais baixa que a real, há dificuldade para ligar o motor e aumento do consumo de combustível, em casos mais críticos pode ocorrer o superaquecimento do motor. Quando ele está indicando uma temperatura mais alta que a real, o sistema interpreta que há um superaquecimento, podendo manter o eletro ventilador do radiador ligado constantemente que pode levar a bateria a descarregar por excesso de consumo elétrico do ventilador.
5- Sensor MAP: responsável por medir a pressão de ar no coletor de admissão do motor, essa informação é utilizada para o cálculo correto da massa de combustível que deve ser injetada. Quando a informação não é precisa, notamos um aumento do consumo de combustível, dificuldade na partida, além de provocar a carbonização das velas de ignição. Em casos extremos é possível notar falhas no funcionamento ou funcionamento irregular do motor.
6- Interruptores de Pressão de Óleo: sua função é indicar que a pressão mínima do sistema de lubrificação foi atingida. O uso de peças incorretas pode levar a não indicação de baixa pressão do lubrificante, que pode reduzir a vida útil do motor. Outro problema que pode ocorrer é o acendimento da luz de óleo no painel sem a ocorrência de problemas, levando o condutor a tomar ações desnecessárias. Além disso, pode ocorrer o vazamento de óleo, que provoca danos ao motor.
Para mais informações, acesse: https://www.niterragroup.com
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