Venda de automóveis, comerciais leves e motos permanece em alta, enquanto que ônibus e caminhões sofre leve queda.
Nos 7 primeiros meses do ano 3,11 milhões de novos veículos automotivos entraram no mercado, isso elevou o acumulado da frota circulante nacional para pouco mais de 82,5 milhões de unidades, entre todos os modais de transporte automotivo, o que inclui automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, tratores e semirreboques.
O quadro abaixo demonstra uma síntese comparativa do desempenho acumulado nos 7 primeiros meses do ano entre 2026 e 2025.

Automóveis, comerciais leves e motos tiveram desempenho positivo entre todos os segmentos no fechamento do período compreendido entre os 7 primeiros meses do ano de 2026, em comparação com mesmo período do ano anterior.
Segmento de pesados ainda enfrenta desafios
Os segmentos de caminhões, ônibus e máquinas ainda não reagiram como se era esperado, embora tivessem resultados de emplacamento em julho dentro do esperado, ou seja, alta em relação a junho.
Ainda nesse segmento justifica-se a queda nas vendas no acumulado do ano (-6,7% para caminhões e ônibus; e -4,9% para máquinas agrícolas e de construção), devido ao cenário condicionado pela resiliência do crédito e por taxas de juros elevadas, que impactam principalmente o segmento de caminhões e ônibus, mesmo com ajuda do Programa Move Brasil.
No entanto, empresários ainda clamam por mais crédito e ações motivadoras, especialmente para que o governo amplie o prazo da concessão de crédito com vantagens até o final do ano.
Os números positivos no final de junho e princípio de julho em relação a maio neste segmento só ocorreram devido ao uso do restante de crédito.
O emplacamento em julho ficou dentro da expectativa das montadoras, gerando uma sensação de que melhores resultados poderão acontecer para o setor, caso nenhum outro agregado econômico venha a interferir, por maior que seja o risco dos efeitos de uma nova taxação adicional do governo americano sobre produtos brasileiros, anunciada e já em vigor a partir de julho.
Mercado de motos mantém ritmo de crescimento
O segmento de motos navega em maré positiva e deverá atingir a venda e emplacamento de mais de 2,3 milhões de motos e ciclos neste ano de 2026. A frota circulante desse segmento deverá superar 25 milhões de unidades em todo o país.
Abaixo o quadro completo de todos os segmentos:

- Se mantiveram as expectativas de crescimento médio do setor de veículos novos não superior a 3,0% em relação ao ano de 2025. Impactos da inflação de custos causada pela guerra EUA-Irã, nova possível taxação do governo americano, questões políticas pré-período de eleição presidencial, são causa e efeito da prudência em não se esperar resultados mais significativos no setor para o ano.
- O emplacamento de motos voltou a crescer, depois de 3 meses de ressaca. Ainda assim as previsões de que o segmento ultrapasse mais de 2,3 milhões de novas unidades no ano continuam mantidas.
Participação das marcas mais emplacadas no acumulado de 2026
A Fiat continua na liderança como marca que mais vendeu carros no País. A empresa está a frente da segunda colocada, a Volkswagen. Mais abaixo estão a Chevrolet, Hyundai que superou a BYD que agora é a quinta no ranking, seguidas por Renault, Toyota e Jeep.
Incluindo nesse grupo as marcas Honda e Nissan, juntas representam 81,9% das vendas e emplacamentos de veículos novos no país.
Já no segmento de caminhões e ônibus a Mercedes-Benz manteve sua participação no mercado e a liderança com porcentagem expressiva de 31,4% (era 31,6% em junho), seguida pela VW T&B com 26,6% que também manteve desempenho entre as marcas (era 26,7% em maio), Volvo (14,2%), Scania (9,1%), Iveco (9,0%) e DAF que se mantém estável com 4,8% das vendas e emplacamentos no segmento de pesados. Estas marcas aumentaram a concentração de share passando a responder juntas por 95,1% de todos os veículos comerciais pesados (caminhões e ônibus) emplacados e vendidos no acumulado dos primeiros sete meses de 2026 (até junho era 90,4%).

Emplacamento de híbridos e elétricos
O mercado nacional bate recordes sucessivos, ultrapassou a marca de 650 mil veículos eletrificados em circulação. O crescimento é impulsionado por um interesse renovado em economia de combustível, com destaque para a liderança contínua de modelos como o BYD Song Pro e o Toyota Corolla Cross.
Comprar um carro elétrico ou híbrido no Brasil oferece algumas vantagens como menores custos operacionais, isenção de rodízio em grandes metrópoles e redução ou isenção de IPVA. Os incentivos são divididos entre as esferas federal, estadual e municipal.
Em São Paulo, o que tem atraído grande parte dos compradores, segundo pesquisas preliminares, é a questão da facilitação da mobilidade sem restrição de rodízio da placa – até pelo trânsito, cada vez mais absurdo – e o pagamento de menores taxas de IPVA.

As vendas de híbridos e elétricos bateram recordes expressivos, chegando a representar cerca de 20% dos novos automóveis emplacados no Brasil. Foram 307 mil novos emplacamentos só neste ano. A maior parte é importada da China.

Economista, pós-graduado em Marketing e professor universitário.
Há 30 anos atua no mercado de reposição de autopeças.
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