PDI nas oficinas: como desenvolver e reter funcionários

Uma ferramenta importante para auxiliar a liderança na condução do funcionário de forma que ele tenha um suporte para o crescimento individual.

Olá Pessoal, dando sequência ao tema o grande desafio das oficinas para os próximos anos, na edição passada falamos sobre a importância da definição do modelo de remuneração que premie seus funcionários de forma justa, de acordo com desempenho individual e da equipe, também falamos sobre a importância da liderança para o alcance dos objetivos das pessoas e da empresa.

Nesta edição sugiro algumas ações simples que podem ajudar a liderança a desenvolver o Plano de desenvolvimento individual e assim diminuir a rotatividade de funcionários e aumentar a satisfação na equipe.

O PDI como ferramenta de desenvolvimento

Falar em PDI pode parecer algo para grandes empresas, algo burocrático cheio de gráficos e análises complexas do colaborador, mas na prática na sua essência é uma ferramenta que deve auxiliar a liderança na condução do funcionário na empresa, de forma que ele tenha um suporte para o crescimento individual no conhecimento, no comportamento e na performance profissional como um todo, ou seja, é a ferramenta que sustenta a frase “vamos fazer dar certo”.

Talvez você já tenha ouvido falar a famosa frase de gestão de pessoas como premissa de alto desempenho “a pessoa certa, no lugar certo”, atualmente com o cenário de escassez de mão de obra profissional, se encontrarmos a pessoa já começamos bem, não se trata de aceitar qualquer perfil, mas sim ter mais flexibilidade e entender que teremos que trabalhar comportamento, atitude e conhecimento nas pessoas que contratarmos, e isso exige da empresa uma nova expertise, a de transformar pessoas medianas em profissionais de excelência.

O período de experiência como estratégia

O período de experiência não pode ser apenas um período de análise básica, com foco de no final apenas definir se vale a pena continuar o contrato, mas sim um período estratégico para conhecer nesse curto prazo qual o potencial do candidato, quais são os pontos fortes, pontos fracos, conhecimento atual e conhecimento que deverá ser desenvolvido no curto prazo, ao finalizar o período de experiência, de forma que seja interessante tanto para empresa quanto para o profissional.

Pontos fortes e pontos fracos orientam o plano

Nesse momento surge o PDI, simples, mas funcional, com as considerações de Pontos fortes (o que está alinhado de comportamento, atitude e conhecimento teórico e prático), que sustenta a permanência do profissional na empresa, Pontos Fracos, o que precisa ser alinhando à expectativa da empresa, e fazer o plano de ação para essa caminhada, por escrito e com prazos definidos.

O PDI deve envolver toda a equipe

Lembrando que o PDI é para todos da equipe, então deve ser feita esta análise com todos membros do time, e aos poucos você pode evoluir a estruturação dele, acrescentando indicadores de resultado individual, plano de carreira bem definido e estruturação do feedback.

Mais proximidade com a equipe

O maior ganho que você terá no curto prazo ao implementar o PDI na sua empresa é o fato de estar mais próximo da sua equipe, dar abertura para ouvir opiniões e poder assim enxergar como eles percebem a sua empresa.

Atenção o PDI não é para resolver todos os problemas da sua empresa, mas sim a porta de entrada para conhecer os melhores caminhos e estratégias para engajar sua equipe aos objetivos da empresa.

Rodimar Marchiori
Consultor Automotivo especializado em gestão de oficinas.
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