Semelhante ao que acontece com os automóveis, os equipamentos e máquinas usados em uma oficina necessitam de revisões e manutenções.
Vamos falar a verdade: equipamento de má qualidade existe. Erro de projeto também. Existem equipamentos subdimensionados para o trabalho que executam e componentes que não suportam a frequência de utilização encontrada numa oficina.
E existe outro ponto que o mercado precisa discutir: preço.
Na disputa para oferecer equipamentos cada vez mais competitivos, é possível reduzir custos ao escolher componentes mais simples. E isso aparece onde muitas vezes o comprador não enxerga: sensor de fim de curso, válvulas, retentores, rolamentos, motores, qualidade da pintura, tratamento superficial, espessura das chapas e tantos outros componentes.
Às vezes, alguns reais economizados numa peça representam uma diferença enorme quando multiplicados por centenas ou milhares de equipamentos produzidos.
Outro lado dessa história
Nenhum fabricante desenvolve um equipamento pensando: “Vou fazer isso aqui para quebrar”. Além do custo de garantia e assistência, equipamento problemático perde espaço. O reparador conversa com outro reparador, e o mercado acaba mostrando quais produtos conseguem permanecer trabalhando.
A parte que incomoda
A oficina cobra do cliente para fazer manutenção preventiva no carro. Explica que óleo tem prazo, fluido precisa ser substituído, filtro precisa ser trocado e que não se deve esperar uma peça quebrar para cuidar do veículo. Perfeito!
Mas quem faz a preventiva dos equipamentos da própria oficina?
Quando foi feita a última inspeção do elevador? Quando foi verificado o compressor? E aquela máquina que trabalha todos os dias? Foi limpa, lubrificada, regulada, inspecionada ou calibrada conforme determina o fabricante? Ou você espera quebrar?
E tem mais: não pense que o custo dessa preventiva precisa simplesmente sair do bolso do proprietário da oficina.
Manutenção dos equipamentos faz parte do custo de operação da empresa. Portanto, deve estar prevista na formação do preço da mão de obra e dos serviços executados.
Uma pequena parcela destinada à manutenção dos equipamentos, embutida corretamente na composição dos custos da oficina, pode formar ao longo do tempo a reserva necessária para executar as preventivas sem transformar cada manutenção em uma surpresa financeira.
Afinal, o equipamento também participa da geração daquela receita.
Se manutenção preventiva é investimento para o seu cliente, por que no equipamento que coloca dinheiro dentro da sua oficina ela vira despesa inesperada?
Também não vale inverter a responsabilidade: fabricante precisa fabricar corretamente e dimensionar o equipamento para aquilo que promete fazer. E quem utiliza precisa operar e conservar corretamente aquilo que comprou.
Então, antes de simplesmente dizer “essa máquina não presta”, talvez exista uma pergunta anterior:
Quando foi feita a última manutenção preventiva dela?
Não quero encerrar essa discussão aqui. Quero começar.
Fabricante, distribuidor e reparador: de quem é a responsabilidade pela vida útil de um equipamento?
PENSE NISSO…

Atua no mercado há 44 anos. É coordenador de projetos, treinamentos e desenvolvimento de novos produtos na Mahovi Equipamentos automotivos.
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