Emplacamentos de carros caem 5,3% em outubro de 2026

O mercado brasileiro de carros de passeio e comerciais leves registrou 253.298 emplacamentos em outubro de 2026. O volume representa uma queda de 5,3% em relação a setembro. Os dados foram divulgados pela K.LUME Consultoria em 3 de novembro.

Do total, 206 mil unidades foram de automóveis de passeio, que responderam por 81,3% dos emplacamentos. Os comerciais leves somaram 47.298 unidades, equivalentes a 18,7% do mercado.

Na comparação com setembro, os automóveis de passeio apresentaram retração de 4,8%, enquanto os comerciais leves recuaram 7,3%. Já em relação a outubro de 2025, os carros de passeio cresceram 6,9%, mas os comerciais leves registraram queda de 12,7%.

Apesar da oscilação mensal, o acumulado de 2026 continua positivo. Segundo a consultoria, os emplacamentos de carros e comerciais leves cresceram 17,1% em relação ao mesmo período de 2025, 2,6% frente a 2024 e 14,7% na comparação com 2023.

Guerra de preços influencia comportamento do consumidor

A K.LUME atribui parte do desempenho positivo do mercado em 2026 ao programa IPI Verde, também denominado Carro Sustentável, em vigor desde julho de 2025. Segundo a análise, o incentivo reduziu os preços de nove modelos e gerou reflexos em outros segmentos.

Outro fator apontado é a guerra de preços iniciada pelas marcas chinesas, que ampliou a concorrência e estimulou condições comerciais mais favoráveis aos consumidores. A consultoria avalia que essa tendência deve continuar pelo menos até o fim do primeiro trimestre de 2027.

O comportamento das vendas em outubro também indica maior concentração de negócios na segunda metade do mês. Com 21 dias úteis considerados nos critérios financeiros, a média diária foi de 12.062 emplacamentos, queda de 5,3% em relação a setembro e alta de 2,5% na comparação anual.

A segunda quinzena concentrou 57,7% das vendas, enquanto os últimos quatro dias úteis responderam por 24,8% do total.

Vendas diretas representam 54,3% do mercado

As vendas diretas voltaram a ganhar participação em outubro, alcançando 54,3% dos emplacamentos de carros e comerciais leves. No acumulado do ano, a modalidade representa 50,7% das vendas.

O segmento de veículos pesados, por outro lado, apresentou desempenho negativo. Foram 12.361 unidades emplacadas em outubro, queda de 11,7% em relação a setembro e de 10,5% na comparação com outubro de 2025. No acumulado de 2026, a retração é de 0,2%.

Veículos chineses mantêm participação relevante

As marcas chinesas registraram 57.605 emplacamentos de veículos leves em outubro. Desse total, 56.587 unidades foram automóveis de passeio. O volume representa uma queda de 1% em relação a setembro, quando foram comercializadas 58.175 unidades.

Mesmo com a segunda retração mensal consecutiva, a participação das marcas chinesas continua expressiva. Entre os automóveis de passeio, elas responderam por 27,5% dos emplacamentos de outubro e 23,5% no acumulado do ano.

Considerando carros e comerciais leves, a participação foi de 22,7% no mês e 19,2% no acumulado.

Nos comerciais leves, a GWM Poer se destacou ao representar 84,2% do segmento de picapes comerciais leves chinesas, conforme o recorte apresentado pela consultoria.

Mercado de luxo e principais marcas

O segmento de automóveis de luxo registrou 3.814 emplacamentos em outubro, queda de 8,6% no mês. Apesar do resultado, o acumulado do ano permanece positivo, com crescimento de 0,2%.

As cinco maiores marcas do mercado brasileiro mantiveram participação conjunta de 60,1% em outubro. Entretanto, o volume de emplacamentos desse grupo caiu 5,3%, passando de 160.666 unidades em setembro para 152.153 em outubro.

No acumulado, a participação das cinco marcas recuou de 64,1% em 2025 para 60,8% em 2026. Ainda assim, os emplacamentos do grupo cresceram 11%, passando de 1.316.292 para 1.461.078 unidades, segundo os dados divulgados pela K.LUME.

O balanço de outubro mostra um mercado que perdeu ritmo em relação ao mês anterior, mas mantém crescimento no acumulado do ano. A concorrência entre fabricantes, os incentivos comerciais e o avanço das marcas chinesas seguem entre os fatores que influenciam o comportamento do setor.

Para mais informações, acesse: www.klume.com.br

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