Por que 2026 exige um novo olhar para a excelência automotiva?
O ano de 2026 se desenha como um ponto de virada para o setor automotivo brasileiro. Com a retomada gradual da produção, a ampliação da eletrificação veicular e o avanço de políticas voltadas à sustentabilidade, as expectativas de crescimento são otimistas, mas dependem de um fator decisivo: a Qualidade.
O mercado automotivo está diante de uma combinação de pressões e oportunidades. Por um lado, os consumidores têm se tornado mais exigentes, as cadeias globais de suprimentos mais rigorosas e as regulamentações técnicas cada vez mais complexas. Por outro, surgem novas tecnologias, expansão da mobilidade elétrica, digitalização das fábricas e uma demanda crescente por veículos mais seguros, eficientes e conectados. Nesse contexto, a qualidade está deixando de ser apenas um requisito operacional e se consolidando como estratégia central para garantir a competitividade de mercado.
Para este ano, o crescimento do setor dependerá diretamente da capacidade de entregar produtos confiáveis, com padrões internacionais, e de manter processos produtivos altamente controlados. Isso significa adotar sistemas de gestão da qualidade mais robustos, investir em métodos de ensaio e certificações reconhecidas e fortalecer a cultura de melhoria contínua ao longo de toda a cadeia automotiva, da matéria-prima ao pós-venda.
A exigência regulatória também será um dos principais vetores desse movimento. Normas relacionadas à segurança veicular, desempenho ambiental, componentes automotivos e requisitos técnicos para veículos eletrificados continuarão evoluindo. Para acompanhar esse ritmo, a qualidade se torna essencial: é ela que garante que fabricantes e fornecedores atendam às novas demandas sem comprometer produtividade ou custos.
Outro ponto que influencia diretamente o crescimento é a capacitação da mão de obra. Com o avanço dos veículos eletrificados e sistemas complexos, cresce a demanda por profissionais qualificados, aptos a atuar com novas tecnologias e a seguir procedimentos técnicos rigorosos. A qualidade, nesse sentido, atua como norteadora dos programas de capacitação, certificação e avaliação de competências, assegurando que o setor esteja preparado para o futuro.
Além disso, a qualidade também tem papel central na construção de confiança, especialmente em um momento em que o consumidor busca transparência, segurança e durabilidade. Empresas que investem em processos bem estruturados, rastreabilidade e atendimento às normas fortalecem sua reputação e ampliam seu potencial de crescimento.
Em suma, o setor automotivo tem diante de si um 2026 repleto de oportunidades. Mas, para transformar esse cenário promissor em resultados concretos, será indispensável colocar a Qualidade no centro das decisões estratégicas. Dela dependerão a inovação, a eficiência, a competitividade e a credibilidade das empresas brasileiras.
O crescimento do setor em 2026 não será apenas uma meta, será a consequência direta de processos seguros, pessoas qualificadas e produtos que atendam aos mais altos padrões. E isso só se constrói com Qualidade.

Diretor Executivo do IQA – Instituto da Qualidade Automotiva
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