O mercado automotivo brasileiro virou a chave. O crescimento acelerados dos veículos eletrificados não é mais a promessa, é a realidade matemática. Dados da ABVE mostram que, em 2025, o Brasil emplacou quase 224 mil veículos eletrificados. Isso representa um salto de 138,4% em relação a 2023.
Essa explosão de vendas está reconfigurando o aftermarket (pós-venda). O setor deixa de ser apenas sobre trocar peças mecânicas e passa a ser estratégico, tecnológico e movido a dados.
Autopeças em alta
Onde tem carro rodando, tem dinheiro circulado na reposição. O Sindipeças projeta que o faturamento da indústria de autopeças deve alcançar R$ 284,1 bilhões em 2026.
Esse crescimento de 3% previsto para este ano vem na esteira de um 2025 forte, que deve fechar em R$ 275,8 bilhões. O recado é claro: o bolo está crescendo, mas só vai comer quem tiver garfo e faca adequados.
A oficina virou laboratório
A complexidade aumentou. Não basta mais apertar parafuso. Com a frota cheia de sistema ADAS (assistência ao motorista) e softwares embarcados, o reparador precisa ser meio mecânico, meio TI.
Alexandre Xavier, superintendente do IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), alerta que qualidade e padronização deixaram de ser diferencial. Agora, são requisitos de sobrevivência. A oficina que não soube calibrar um sensor ou atualizar um software vai ficar fora do jogo.
O “Aftermarket Inteligente” já começou. Ele exige diagnóstico digital, rastreabilidade e, acima de tudo, captação contínua.
Para mais informações, acesse: iqa.org.br
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