A Honda deu um passo ousado rumo ao futuro da mobilidade. A montadora japonesa anunciou uma parceria estratégica (e investimento) na Mythic, uma empresa de tecnologia do Texas, EUA. O objetivo é claro: desenvolver um novo sistema em um chip (SoC) capaz de processar Inteligência Artificial com a eficiência de um cérebro humano.
Essa movimentação visa equipar a próxima geração de SDVs (Veículos Definidos por Software) da Honda. Em resumo, os carros precisarão processar trilhões de dados para dirigir sozinhos e garantir a segurança, e os chips atuais consomem muita energia para isso.
Tecnologia que imita a vida
O grande diferencial dessa parceria é a aposta na tecnologia neuromórfica. Enquanto os computadores tradicionais pensam em “zeros e uns”, a arquitetura da Mythic se inspira no funcionamento dos neurônios humanos.
A empresa utiliza a computação analógica na memória (CiM). Isso significa que o chip processa as informações no mesmo lugar onde as armazena, evitando o “trânsito” de dados que gasta energia e gera calor.
Por que isso importa?
Para a Honda, essa tecnologia é a chave para a direção autônoma viável.
Eficiência: Menor consumo de energia significa maior autonomia para as baterias dos carros elétricos.
Performance: Processamento mais rápido de IA melhora a segurança e a reação do veículo em situações de perigo.
A Honda R&D, subsidiária de pesquisa da marca, vai unir sua expertise em design automotivo com a tecnologia de chips da Mythic. A ideia é criar uma infraestrutura computacional robusta que permita ao carro “pensar” rápido, gastando pouco.
Para mais informações, acesse: www.honda.com.br
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