O Brasil acaba de dar um passo gigante na corrida global dos carros elétricos. A indiana Altmin anunciou um investimento de US$ 40 milhões (cerca de R$ 220 milhões) na Companhia Brasileira de Lítio (CBL). O acordo, celebrado nesta quinta-feira com o Governo de Minas Gerais, garante aos indianos 33% da refinaria da empresa brasileira localizada em Divisa Alegre.
Mas o que isso significa na prática? Significa que o Brasil vai parar de apenas exportar minério bruto para começar a produzir a parte mais cara e tecnológica da bateria.
Triplicando a produção “Grau Bateria”
Todo o dinheiro do aporte será injetado diretamente na ampliação da fábrica. O objetivo é saltar a capacidade produtiva de 2 mil para 6 mil toneladas anuais de hidróxido e carbonato de lítio.
Esse material não é um mineral qualquer. Estamos falando do insumo químico de altíssima pureza, o chamado “grau bateria”, que vai direto para os cátodos das baterias dos veículos elétricos e dos grandes acumuladores de energia. Vinícius Alvarenga, CEO da CBL, lembra com orgulho que a empresa é a primeira fora da China com capacidade industrial já qualificada para essa produção.
Vale do Lítio vira vitrine global
A negociação é um troféu para o projeto Vale do Lítio. A iniciativa transformou a região do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha, que concentra a maior reserva nacional do mineral, em um polo de atração mundial.
Mila Corrêa da Costa, secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, resume bem o sentimento: o investimento traz mais valor agregado, mais empregos e coloca Minas Gerais no centro do mapa da transição energética. A conexão que resultou no negócio de R$ 220 milhões começou exatamente em eventos de networking internacional promovidos pelo estado.
Com esse nível de verticalização da produção, a indústria instalada em Minas ganha competitividade global. O recado está dado: quem quiser fazer bateria de carro elétrico no futuro, vai ter que passar pelo Brasil.
Para mais informações, acesse: www.investminas.mg.gov.br/
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