A segurança nas vias brasileiras chegou a um ponto crítico. Basta olhar para o elevador da oficina para entender o tamanho do problema. Com uma frota que já ultrapassa a marca de 68 milhões de unidades, o Brasil convive com uma verdadeira bomba-relógio sobre rodas. Diante desse cenário de alerta contínuo, o Sindirepa Brasil manifestou apoio oficial à implantação da Inspeção Técnica Veicular periódica para veículos com mais de cinco anos de fabricação.
Os dados do Anuário da Indústria da Reparação de Veículos do Brasil 2025/2026 justificam a urgência. A idade média da nossa frota é altíssima. Os veículos leves têm em média 11 anos, os pesados chegam a 13 anos, as motocicletas marcam 8 anos e os ônibus rodam com uma média assustadora de 17 anos.
Muito além da burocracia
O setor de reparação é testemunha diária de como a falta de manutenção preventiva compromete a integridade física de motoristas e pedestres. O Código de Trânsito Brasileiro já prevê diretrizes para inspeções, mas a falta de fiscalização cria lacunas perigosas.
Para a entidade, a aprovação da inspeção técnica veicular não é um mero ajuste burocrático, mas um mecanismo real de preservação da vida. O posicionamento do Sindirepa é sustentado por quatro pilares essenciais:
- Redução de acidentes e alívio no SUS: Identificar falhas mecânicas e estruturais evita colisões graves. Isso diminui óbitos e reduz drasticamente os custos hospitalares na rede pública.
- Saúde pública e controle de emissões: Carros desregulados emitem gases tóxicos que agravam doenças respiratórias crônicas. A inspeção tira da rua os veículos que envenenam o ar das grandes cidades.
- Padrão internacional: A medida aproxima o Brasil das normas de segurança consolidadas globalmente.
- Sustentabilidade: Veículos revisados duram mais, poluem menos e preservam o valor do patrimônio do proprietário.
O debate sobre o custo para o motorista
O Sindirepa Brasil não ignora a preocupação natural do cidadão com custos adicionais. Justamente por isso, a entidade defende que o debate legislativo seja inclusivo e fundamentado em dados técnicos.
A construção dessa norma precisa envolver toda a cadeia automotiva, incluindo fabricantes, distribuidores, varejo e, claro, as oficinas. O objetivo é garantir um diálogo qualificado que priorize a segurança pública sem sobrecarregar o bolso do brasileiro de forma injusta. Afinal, a premissa básica do mercado de reposição continua sendo uma só: veículo seguro é veículo revisado.
Para mais informações, acesse: https://sindirepabrasil.org.br/
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