Projeções Macroeconômicas

Como a queda da Taxa Selic pode aquecer o mercado automotivo

Se existe um termômetro que mede a febre ou a saúde das vendas de veículos no Brasil, ele se chama Taxa Selic. O mercado automobilístico reage com extrema sensibilidade ao custo do crédito, e um novo estudo da K.LUME Consultoria comprova exatamente como essa engrenagem funciona.

O economista Cláudio R. Lucinda mergulhou nos dados do Banco Central desde o ano 2000 até 2026. O objetivo foi cruzar o histórico da taxa básica de juros com o volume mensal de emplacamentos. O resultado? A matemática confirmou o que todo bom vendedor de carros já sabe na prática.

O tripé que sustenta as vendas

O estudo evidencia que períodos de juros elevados sufocam o volume de vendas. Por outro lado, os ciclos de afrouxamento monetário acompanham a recuperação gradual do setor. O custo do crédito pesa demais na decisão da família brasileira, que depende fortemente do financiamento para colocar um carro zero na garagem.

Milad Kalume Neto, consultor automobilístico, explica que as vendas se apoiam em três pilares fundamentais:

  • Os preços dos veículos;
  • As taxas de juros praticadas;
  • A liberação efetiva de crédito pelos bancos.

A boa notícia é que a perspectiva de queda da Selic traz um fôlego renovado. É exatamente essa matemática que leva a equipe da K.LUME a projetar um volume otimista para o ano de 2026, com estimativas variando entre 2,4 e 2,45 milhões de carros e comerciais leves vendidos.

A ciência por trás da retomada

O estudo não ficou apenas na observação visual dos gráficos. A consultoria utilizou um método econométrico sofisticado chamado VECM (Modelo de Correção de Erros Vetorial). Em termos práticos, ele prova que os juros e as vendas não caminham de forma independente.

A simulação mostra que um aumento inesperado da Selic derruba as vendas de forma aguda nos primeiros trimestres. A grande questão agora é o movimento inverso.

Para a sócia da K.LUME Consultoria, Máia Màrtins, a perspectiva de queda dos juros nas próximas reuniões do Copom é o sinal verde que o setor esperava. A expectativa é que esse afrouxamento reflita positivamente nas concessionárias em um horizonte de curto prazo. Resta saber se o alívio será rápido o bastante para bater as metas agressivas ainda este ano.

Para mais informações, acesse: www.klume.com.br

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