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Envelhecimento da Frota no Brasil Impulsiona o Mercado de Reparação

A frota de carros brasileira está ficando cada vez mais velha. Essa é a conclusão de um levantamento feito pelo Sindipeças, o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores. Como consequência, vários setores ligados a autopeças e manutenção precisam estar preparados para atender essa demanda.

A idade média dos carros em circulação no Brasil é de 11 anos e 2 meses, a maior em mais de 30 anos. Nos últimos dez, o número de carros seminovos, isto é, aqueles com até cinco anos de fabricação, passou de 37,6% para 20,6% na sua representação. Já a faixa de carros entre 11 e 15 anos de fabricação saltou de 15,2% para 31%, e já são maioria em circulação.

A importância da manutenção em dia

O envelhecimento da frota acende o alerta para o estado dos veículos: segundo a Polícia Rodoviária Federal, veículos sem a mecânica em dia são responsáveis por 30% dos acidentes nas estradas brasileiras. Logo, a busca por serviços de manutenção corretiva e preventiva está em uma tendência de alta para suprir essa demanda.

E se engana quem pensa que um automóvel com mais de dez anos é velho ou ultrapassado. Esses veículos já possuíam bastante tecnologia embarcada, eletrônica complexa, presença de muitos sensores, entre outras características. Por isso, precisam de um alto grau de conhecimento de quem opera suas manutenções.

Movimentação de autopeças e oficinas

As oficinas e autopeças seguem buscando o que há de melhor para atender essa grande frota. Além de cursos de especialização, utilizar equipamentos adequados é fundamental. Para as mecânicas e autoelétricas, um bom scanner e um elevador automotivo facilitam muito na hora de fazer a manutenção tanto preventiva quanto corretiva.

Essa frota mais velha, por ser maioria em circulação, tem dado o tom para o mercado de autopeças, inclusive. Algumas oficinas apontam para um aumento de 50% na demanda por manutenção de carros usados, segundo a plataforma Oficina Brasil. Esse movimento aponta tanto para uma maior preocupação do motorista quanto também um maior faturamento para o setor.

Em 2025, o faturamento nominal da indústria de autopeças foi 5,6% maior no comparativo com 2024. É possível dizer que os carros mais velhos em circulação têm mantido o movimento alto nas oficinas e no mercado de peças de reposição, ou aftermarket. O consumidor está mais consciente de que manter é melhor do que trocar.

O preço alto do carro novo tem afastado muitos compradores, que entendem que sai mais barato manter o que já tem, e a manutenção preventiva tem um papel fundamental: embora o carro velho gaste mais combustível e polua mais, ele atende a maioria das pessoas que só precisam de um automóvel que as leve de um ponto para outro, sem maiores problemas.

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