A transição para sistemas com LED segue a passos largos, porém, a procura por lâmpadas halógenas continua a crescer.
Em 2026, a frota de veículos no segmento de reposição do Brasil composta por um universo estimado de 80 milhões de unidades em circulação, deverá conviver com uma forte demanda de aproximadamente 401,8 milhões de lâmpadas de vários tipos, aplicadas em automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motos.
Segundo pesquisas mais recentes sobre o produto, tudo indica que a transição tecnológica para o LED e o avanço dos veículos eletrificados são as principais tendências transformadoras do setor.
Em média serão cinco substituições por veículo, lembrando que alguns modelos podem trocar mais de 20 unidades por ano. É o caso de ônibus e caminhões, com os vários tipos de lâmpadas externas e internas.
O Brasil tem oferta de grandes marcas consolidadas e com produção nacional, além de unidades importadas da China.
Algumas marcas são reconhecidas por equipar os veículos que saem zero de fábrica, daí possuírem uma referência forte também no segmento da reposição. Outras se destacam por oferecer modelos personalizados com foco estratégico em lojas de acessórios e prezar pelo fator custo-benefício.

Tendências e Tecnologia
A iluminação deixou de ser funcional para se tornar um elemento central de design e segurança nos veículos modernos. O que se pode constatar hoje é o crescimento dos componentes que usam LEDs, embora a demanda de lâmpadas halógenas ainda seja expressiva com tendências de se manter em destaque.
A eficiência energética das lâmpadas de LED é diferencial perceptível e desejado, especialmente no mercado de veículos híbridos e eletrificados, além de reconhecidamente oferecer maior segurança de visibilidade em comparação com lâmpadas halógenas.
Um ponto de atenção para o mercado é o andamento da aprovação do Projeto de Lei 1108/2025, que propõe a regularização e certificação pelo Inmetro de lâmpadas LED para uso em veículos que originalmente saíram de fábrica com halógenas. Se aprovada, a medida deve impulsionar significativamente o mercado de reposição legalizado no país.

Economista, pós-graduado em Marketing e professor universitário.
Há 30 anos atua no mercado de reposição de autopeças
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