O grande desafio das oficinas para os próximos anos: Gestão de pessoas, o primeiro e mais importante passo

É preciso alinhar a equipe, sobre quais comportamentos, atitudes, valores e conhecimento devem existir para melhor performance e crescimento sustentável.

Olá, pessoal. Dando sequência ao tema “o grande desafio das oficinas para os próximos anos”, vamos entrar agora em um assunto amplo e complexo: gestão de pessoas.

O primeiro e mais importante passo para a gestão de pessoas é ter clareza de que ninguém é igual a você. Ninguém fará igual a você. Ninguém pensará igual a você. E está tudo certo.

Se todos tiverem a mesma visão, o mesmo conhecimento e o mesmo comportamento, a equipe terá um limite estabelecido. O que precisa existir é um alinhamento da equipe sobre quais comportamentos, atitudes, valores e conhecimentos devem guiar a melhor performance e o crescimento sustentável de todos.

No entanto, é importante compreender que isso será uma diretriz a ser seguida, trabalhada e alinhada constantemente, se possível por meio de um PDI (Plano de Desenvolvimento Individual). Sempre respeite a individualidade e busque melhorias a partir dessas diferenças.

Duas pessoas enxergam um mesmo processo de formas diferentes. Nesse contexto, podem surgir ajustes que melhoram o resultado final. Por isso, construir uma visão de melhoria exige entender que as pessoas são diferentes. Quando você usa essa diversidade de forma estratégica e estimula a análise crítica e a troca de ideias, pode transformar a empresa.

Algumas empresas incentivam isso por meio de premiações para funcionários que promovem inovações e melhorias nos processos internos. Assim, utilizam todo o capital intelectual disponível, sem restringir essa função apenas à liderança.

Quando falamos de micro e pequenas empresas, o cenário é mais complexo. Normalmente, não há departamentalização. Muitas vezes, uma única pessoa executa três funções diferentes, pois a estrutura financeira ainda não permite novas contratações.

Esse é o momento da empresa e deve ser respeitado. Porém, o empresário precisa pensar no médio e longo prazo e começar a organizar essa estrutura.

Mesmo que hoje uma pessoa acumule funções, descreva claramente o que se espera de cada uma delas. Essa é a chamada descrição de cargos. Isso garante um alinhamento mínimo e facilita o processo quando for possível contratar novas pessoas.

Com essa organização, a transição de funções se torna mais eficiente, principalmente quando há descritivos de atividades e procedimentos padrão.

Muitos empresários se iludem com a superespecialização. A empresa cresce financeiramente e, em vez de contratar mais pessoas, prefere pagar um pouco mais para que um único colaborador continue exercendo várias funções.

Aparentemente, isso parece economia e valorização. Na prática, cria um problema no médio e longo prazo. O colaborador passa a receber um salário alto não por indicadores de desempenho, mas por acúmulo de funções.

Além disso, se essa pessoa sair da empresa, a reposição se torna difícil. Isso pode gerar impactos operacionais e financeiros significativos.

Na próxima edição, falaremos sobre a equipe técnica e como conduzir a profissionalização sem perder performance no atendimento e nas vendas.

Rodimar Marchiori
Consultor Automotivo especializado em gestão de oficinas.
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