O acumulador de energia evoluiu. Nos dias de hoje é um periférico inteligente que atua na rede CAN e exigi equipamentos para diagnóstico.
Caro leitor, seja bem-vindo a mais uma edição da Revista Reparação Automotiva
Para este mês, eu trago um tema bem interessante, pois a evolução em toda a cadeia automotiva se dá a grandes pesquisas do passado, que hoje são bases para o que há e o que virá, em avanços na mobilidade humana.
EVOLUÇÃO DAS BATERIAS AUTOMOTIVAS
Para compreender toda esta evolução, o reparador automotivo, precisa ter uma base sólida, consolidada em fundamentos técnicos e científicos, pois nada surge ao acaso.
Uma disputa técnica, de afirmações, entre dois estudiosos que hoje chamamos de cientistas, é a base de tudo que a eletricidade nos proporciona em melhorias e avanços tecnológicos.
Vamos aos fatos:

O médico, cientista e professor italiano, Luigi Galvani começou suas pesquisas sistemáticas com a “eletricidade animal”. O marco inicial foi em 1780, quando ele observou que as pernas de uma rã dissecada sofriam espasmos ao serem tocadas por um bisturi carregado de eletricidade estática. Publicou em 1791 seu artigo.

Em 1792, outro Físico e Químico italiano, Alessandro Volta começou a replicar os experimentos. Inicialmente, ele acreditou em Galvani, mas sua mente de físico logo notou algo: as contrações eram muito mais fortes quando os ganchos que seguravam a rã eram de metais diferentes (ex: latão e ferro).
1800 – O Golpe de Misericórdia e a Invenção da Pilha

Para provar definitivamente que não precisava de tecidos animais para gerar eletricidade, Volta construiu seu famoso dispositivo e enviou uma carta à Royal Society de Londres em 20 de março de 1800. Era o nascimento da Pilha Voltaica.
Bem, após as pesquisas e a invenção da pilha ou bateria de Alessandro Volta, temos uma revolução de estudos que trataremos em outra edição. Porém a unidade de tensão elétrica que chamamos de VOLTES, foi designada em homenagem a Alessandro Volta.
Chegamos aos dias atuais.

Placas internas de uma bateria Chumbo ácido Livre de manutenção.
Notas Técnicas:
- A Quebra de Paradigma (2010): Note que até 2010, a evolução focava em durabilidade e “conforto” (não precisar pôr água). A partir de 2010, com a tecnologia EFB, a bateria passou a ser parte do sistema de redução de emissões do veículo.
- O Papel da Prata: A liga de prata foi um divisor de águas no Brasil devido ao nosso clima tropical. Ela permitiu que as baterias sobrevivessem ao calor extremo dos motores modernos compactos.
- 2026 e o futuro: Hoje, chegamos ao ponto onde a bateria não é apenas um acumulador, mas um periférico inteligente na rede CAN, exigindo que o reparador use equipamentos como o Gysfl ash para manter a integridade do software durante a carga.
O reparador, mantenedor automotivo, atualmente, não tem como deixar de estudar, buscar informações, uma vez que as evoluções que surgem, exigem mais competências técnicas, equipamentos para que possa se manter no mercado da reparação automotiva.

Conheça a Bateria Lítio
Como exemplo, trago a bateria de 12 volts, que equipa a linha Porsche Cayenne Hybrid, 2021.

Fabricada pela LG Eletronics, isso mesmo, aquela fabricante de TV, celulares entre outros, é a fornecedora da bateria 12V de Lítio, que equipa linha Porsche, Ferrari, McLaren e outras montadoras. Estas baterias quando apresentam alguma falha, o veículo mostra uma mensagem no painel de instrumentos, bem como pode parar todo o funcionamento do veículo.

Nestes casos, o reparador deve ficar atento a alguns detalhes técnicos e orientar seus clientes:
- Não se faz transferência de carga (chupeta), como nos carros convencionais,
- Não se recarrega com carregadores comuns,
- É necessário possuir scanner atualizado e liberação para veículos premium.
Como é por dentro?
Ao remover a tampa de fechamento, temos a visão do circuito eletrônico, bem como a placa de controle, chamada de BMS:

Não existe líquido embebendo as células, são packs selados de ions de lítio.

A placa BMS, o controle total da bateria.
Para trabalhar com estas baterias, o reparador entra em outra dimensão em treinamentos e equipamentos necessários.
Alguns equipamentos necessãrios:
1º- Atualizar seu scanner e comprar o kit EV, para diagnóstico,


2º Mantenedor de energia Inteligente, aqui indico o melhor do mercado europeu, fornecido pela francesa GYSFLASH

Esta estação, não é um carregador apenas, ela reconhece o tipo de bateria, entre elas as baterias de Lítio, imprimi relatórios das análises feitas, transferindo dados pelo pendrive.
Estabilização de Tensão e Carga Específica (Gysflash):
Em baterias AGM e Lítio, a sensibilidade à tensão é crítica. Durante processos de diagnóstico e reprogramação de ECU, o veículo pode consumir picos de corrente de 70A a 100A continuamente. O uso de um carregador convencional ou de má qualidade pode causar flutuações de tensão perigosas. Equipamentos como o Gysflash não são apenas carregadores; são fontes de alimentação chaveadas de altíssima precisão que atuam no modo “Showroom/Diag”.
- Tensão Constante e Limpa: Garantem uma tensão de saída perfeitamente estabilizada (ex: 14.4V regulada), essencial para evitar o “brickamento” de módulos eletrônicos sensíveis durante a reprogramação.
- Curvas de Carga Dedicadas: Possuem microprocessadores que executam algoritmos de carga específicos para AGM e Lítio. No caso do Lítio, o carregador deve garantir que a tensão de “top-off” nunca exceda o limite seguro de cada célula, e muitos BMS exigem um protocolo de comunicação para iniciar a carga. Um carregador incompatível pode degradar permanentemente as células de Lítio em minutos ou causar riscos de incêndio.
3º Equipamentos de análises, balanceamento das células de baterias MSG Equipament.

MSG MS800, destinado a baterias de alta tensão, para todos os tipos de veículos elétricos.

MSG MS801, destinado a baterias de litio até 60 volts, da linha hybrido leve.
Diagnóstico de Módulos e Células (MSG MS800/MS8001):
Ao lidar com veículos híbridos (HEV/PHEV) e elétricos (BEV), o conceito de “bateria” se transforma em um “pack” composto por centenas de células individuais organizadas em módulos. O diagnóstico não pode se limitar a medir a tensão nos terminais do pack. Equipamentos de ponta como o MSG MS800 e MS8001 são projetados para analisar cada módulo individualmente.
Essas ferramentas permitem ao especialista realizar:
- Teste de Capacidade Real: Descarrega e carrega o módulo para medir a energia (Ah ou Wh) que ele realmente consegue armazenar.
- Análise de Resistência Interna: Mede a resistência em cada célula para identificar pontos quentes ou degradação acelerada.
- Balanceamento de Módulos: Corrige desequilíbrios de tensão entre módulos que o BMS interno do veículo não consegue resolver, estendendo a vida útil de packs extremamente caros e evitando a substituição prematura de todo o conjunto por falha de uma única célula. Sem este nível de diagnóstico, a reparação em veículos como um BMW 750i Hybrid torna-se um exercício de adivinhação.
Estes equipamentos irão possibilitar os atendimentos de forma correta e segura nos diagnósticos. Na próxima edição vou mostrar alguns exemplos de análises e equalização de células das baterias atuais.
Estes equipamentos, você encontrará na GYNPROG BRASIL, fale no televendas (062) 98341-0046
4º Software com informações técnicas, com descriçãos dos procedimentos a serem executados, como SIMPLO Elétricos.
A evolução das baterias automotivas é o reflexo direto da eletrificação total do automóvel. Do laboratório de Volta à eletrônica integrada da Porsche, o caminho foi de sofisticação crescente. Para o profissional da reparação de automóvei, o investimento em conhecimento acadêmico contínuo e em equipamentos de suporte avançado, como os da linha MSG e Gys, não é mais um luxo, mas o único seguro contra a obsolescência técnica. Entender a mecatrônica do gerenciamento de energia é o que define o verdadeiro especialista em diagnóstico automotivo no século XXI.
Bom, caro amigo, a evolução é constante, cabe a nós buscarmos o aperfeiçoamento e capacitação para nos manter neste mercado. Aqui em Uberaba (MG), além da oficina, temos o nosso centro de treinamento automotivo, para levar a capacitação necessária aos reparadores e atendimento aos clientes com qualidade.
Até a próxima edição!

Professor de manutenção automotiva, pós-graduado em Engenharia de Manutenção, com 34 anos de experiência. Proprietário da General Tech, oficina premium em Uberaba/MG.
Confira as principais notícias do setor no portal da Revista Reparação Automotiva.



