A agenda de descarbonização está transformando a forma como a indústria automotiva monitora e gerencia suas emissões de carbono. Impulsionando pelo programa Mover, o setor amplia o controle ambiental para toda a cadeia produtiva, incluindo fornecedores de matérias-primas, componentes e logística.
Segundo estimativas do Governo Federal, o programa deve movimentar cerca de R$ 190 milhões em investimentos no Brasil, sendo R$ 140 bilhões destinados à indústria automotiva e outros R$ 50 bilhões ao segmento de autopeças.
Cadeia automotiva passa a monitorar emissões completas
O novo cenário faz com que a mensuração das emissões deixe de ser apenas uma ação ligada à sustentabilidade e passe a integrar diretamente a gestão industrial das empresas. O monitoramento considera todo o ciclo de vida do veículo, desde a produção de aço e alumínio até transporte, uso e descarte final. Estudos internacionais apontam que aproximadamente 14% das emissões totais do ciclo de vida de um veículo estão associadas à cadeia de suprimentos.
Escopo 3 concentra maior parte das emissões
Para estruturar esse acompanhamento, empresas do setor vêm adotando metodologias internacionais baseadas no GHG Protocol.
A classificação considera:
- Escopo 1: Emissões diretas;
- Escopo 2: Emissões ligadas ao consumo de energia;
- Escopo 3: Emissões indiretas da cadeia produtiva e do uso do veículo.
No setor automotivo, mais de 99% da pegada de carbono está relacionada ao escopo 3, principalmente pelo uso do veículo e pelas operações dos fornecedores.
“A descarbonização exige gestão estruturada, com indicadores claros, monitoramento contínuo e processos auditáveis ao longo da cadeia produtiva”, afirma Sergio Fabiano, gerente de Expansão e Inovação do IQA.
IQA amplia atuação em sustentabilidade automotiva
Diante das novas exigências ambientais, cresce também a demanda por ferramentas voltadas à gestão de emissões. O IQA destaca a Plataforma IQA DS, desenvolvida para mensuração, monitoramento e gestão das emissões de gases de efeito estufa ao longo da cadeia automotiva. Além disso, a entidade vem ampliando programas de capacitação, auditorias e certificações voltadas à agenda ESG e às novas exigências ambientais da indústria.
Eletrificação e biocombustíveis avançam juntos
Segundo Marina Nomura, gerente Comercial e de Marketing do IQA, a descarbonização não depende de uma única solução tecnológica.
A estratégia envolve múltiplas rotas, como:
• Eletrificação;
• Biocombustíveis;
• Eficiência energética;
• Fortalecimento da cadeia produtiva nacional.
A tendência é que a gestão de emissões se torne cada vez mais integrada às estratégias industriais, regulatórias e de governança das empresas automotivas.
Para mais informações, acesse: www.iqa.org.br
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