Para veículos leves e pesados serão consumidos mais de 40 milhões de rolamentos no aftermarket brasileiro.
O mercado de rolamentos automotivos no Brasil, impulsionado pela produção e pela vasta frota de veículos (mais de 80 milhões entre todos os segmentos incluindo a linha de motos e agrícolas), projeta crescimento constante na média de 4 a 5% a.a.
Com alta demanda de reposição e novas tecnologias, marcas como SKF, NSK, NTN-SNR, Schaeffler/INA, Timken e FAG dominam o setor. Existem outras, não menos importantes, em desenvolvimento e ainda com menor participação de mercado.
Os rolamentos mais utilizados no mercado, de maneira geral são:
- Rolamento de esfera: classificados a partir dos seus anéis, que podem ser rígidos de esferas, contato angular e axiais;
- Rolamento de rolos ou roletes, caracterizados por rolos que podem ser cilíndricos, cônicos, esféricos ou de agulhas.
Podem ser dos tipos axiais, radiais, de esfera ou de rolo cilíndricos, ou ainda da combinação desses dois – rolos e de esfera, proporcionando múltiplas aplicações em sistema mecânicos visando reduzir atritos e aumentar a capacidade de carga.
O segmento automotivo representa a maior fatia do mercado de rolamentos (estima-se na ordem de 40,0%), aplicados em várias partes dos veículos, como motor e suas várias partes, suspensão, transmissão, rodas, câmbio, direção, eixos, semieixos, componentes elétricos como alternador e dínamo, ar-condicionado, polias e outras aplicações.
Perto de 60 rolamentos são utilizados para montar cada automóvel tipo pequeno, sendo que o número aumenta nos sedãs e SUV’s.
Tendências do mercado de rolamentos
Rolo cônico, rolo de agulhas, rolo esférico e rolo cilíndrico/reto são os principais tipos de rolamentos automotivos. Eles são amplamente utilizados em sistemas de veículos, predominantemente no motor, na transmissão e nas rodas (excluindo rolos de agulhas para rolamentos de roda).
Os principais fabricantes mundiais de rolamentos, já trabalham com a expansão da sua capacidade de produção em suas várias fábricas espalhadas pelo mundo (o que inclui o Brasil), e anunciaram planos de investimento na produção de rolamentos de elementos rolantes, para satisfazer a crescente procura na indústria automtiva. Os rolamentos de rolos cônicos e de agulhas são identificados como os principais planos de produção dos players da linha.

Para 2026 calcula-se uma demanda de 40,4 milhões de unidades destinadas exclusivamente para a reposição, esta projeção não inclui o segmento de motos, que deve demandar mais 4 ou 5 milhões.
Devido à crescente concorrência no segmento de rolamentos automotivos, os fabricantes que concorrem entre si têm se concentrado em melhorar seus produtos de rolamentos. Assim, a indústria automotiva viu numerosos desenvolvimentos de novos rolamentos de elementos rolantes. Por exemplo, o desenvolvimento de um novo rolamento de transmissão com baixo atrito, conhecido como unidade de rolo angular (ARU). Outra importante fabricante desenvolveu uma unidade de cubo de rolos cônicos de alto desempenho de 2,5 gerações com eixo de cubo para veículos, como picapes SUV’s e grandes veículos comerciais.

Economista, pós-graduado em Marketing e professor universitário.
Há 30 anos atua no mercado de reposição de autopeças
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