Olá Pessoal, na edição anterior foi apresentada uma reflexão sobre o potencial do mercado para o setor de reparação automotiva, sendo observado também que essas oportunidades só se transformarão em resultados reais se as oficinas trabalharem algumas fraquezas e ameaças do setor. A primeira fraqueza abordada foi a falta de profissionalização da gestão (se você não teve a oportunidade de ler sugiro a leitura), e nesta falaremos da segunda grande fraqueza a formação de mão de obra básica.
Em uma análise simples de cenários para planejamento, sugere-se a utilização da matriz SWOT ou a tão conhecida F.O.F.A., onde você analisará o ambiente interno (Forças e Fraquezas da empresa) e externo (Oportunidades e Ameaças), e como resultado desta análise criará estratégias e planos de ação para manter as Forças (quando necessário ajustes), melhorar as Fraquezas, obter vantagens e melhorar indicadores através das oportunidades e claro neutralizar potenciais ameaças. A segunda fraqueza mencionada que precisa ser trabalhada, pode e um primeiro momento ser classificada como uma Ameaça, ou seja, ligada a um fator externo (mercado de trabalho), simplesmente como baixo número de novos profissionais ingressando no mercado, mas essa classificação conduziria o foco em estratégias de médio e longo prazo, como parceria com entidades representativas do setor, escolas de ensino e indústria com o propósito de formação de novos profissionais.
Com certeza você participar destes movimentos fará toda a diferença para o setor, porém o que as oficinas precisam atualmente é resultado de curto prazo, pois o que vejo na prática são oficinas querendo contratar profissionais já qualificados, inflacionando o mercado da M.O. oferecendo salários que o mercado não absorve. A busca do melhor mecânico para resolver os problemas da sua oficina pode ser o grande problema da sua oficina, mas você só saberá disso se tiver gestão, sem uma gestão clara com números e indicadores o que prevalece sempre é resolver o problema do cliente a qualquer custo. Vamos trabalhar com fatos, as escolas e entidades de ensino técnico não conseguirão no curto e médio prazo formar profissionais para o mercado de trabalho da reparação, por isso é preciso focar no ambiente interno (dentro das oficinas), na transformação do aprendiz em profissional e lançar treinamentos para formação de reparadores dentro das oficinas.
Não será um curso técnico, mas sim um primeiro contato de potenciais novos profissionais da reparação de automóveis com conceitos de manutenção, apresentar a oportunidade desta profissão para a sociedade, de forma objetiva com curta duração, podendo gerar vagas de trabalho para os alunos. Para trabalhar essa fraqueza, as oficinas precisam estruturar o programa de capacitação interno para sua equipe, com agenda quinzenal ou mensal de treinamentos, e plano de desenvolvimento individual, onde o líder foca no aprendizado necessário para evolução de cada técnico de forma eficiente e coordenada. Para o treinamento de formação de novos mecânicos, deverá estruturar um treinamento com conceitos básicos dos sistemas, com duração máxima de seis meses, lançar o treinamento, se preciso faça parceria com entidades de classe, indústria ou autopeças que podem facilitar na divulgação. Lembre-se o objetivo não é faturar com o treinamento, mas sim visualizar potenciais profissionais durante o programa para talvez uma oferta.

Consultor Automotivo especializado em gestão de oficinas.
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