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Baterias automotivas. As falhas por falta de conhecimento ainda são um grande problema!

Baterias automotivas e os cuidados com os tipos de defeitos que podem surgir no dia a dia da oficina mecânica

Olá, amigo, tudo bem? Na edição passada trouxemos informações sobre a aplicação das baterias automotivas e os cuidados com tipo e defeitos que podem surgir. Nesta edição vamos mostrar mais casos que vivenciamos no dia a dia da oficina e no suporte técnico que prestamos para os nossos alunos.

MAS ANTES VAMOS ESCLARECER ALGUMAS INDAGAÇÕES E AFIRMAÇÕES:

1. A matéria é patrocinada?
Não há patrocínio de fabricante das baterias,

2. As marcas das baterias apresentadas foram a causa dos problemas?
Não, a marca utilizada na matéria, foi por sermos aplicadores dela há muitos anos, e confiarmos na sua qualidade.

3.Qual marca de bateria causa tais falhas?
Nenhuma marca, o erro está em aplicar o modelo e capacidade inadequada ao veículo.

4. O que é bateria TFS?
Esta nomenclatura pertence as Indústrias de Baterias Tudor em seu catálogo, é a bateria que chamaríamos de bateria comum, livre de manutenção. 

5. O que difere a bateria TFS da EFB?
As baterias EFB, tem em sua construção, maior capacidade de corrente partida, uma bateria mais robusta.

6. Porque indicou bateria EFB para um veículo que não tem Sistema Start/Stop e possuir apenas sensor de bateria inteligente?
Porque a experiência de campo, o dia a dia atendendo veículos dotados destes sistemas, analisando com equipamentos apropriados, podemos verificar que a bateria livre de manutenção, comum, de corrente mais baixa, não suporta o tempo de carga e demanda destes veículos, possuímos uma lista extensa de veículos que foram solucionados estes problemas, aplicando a bateria EFB. Essa afirmação não tem como base apenas uma troca, mas, por acompanhar veículos, durante três anos em testes.

As matérias que aqui trazemos, são experiências do dia a dia e de estudos aprofundados em diagnóstico automotivo, buscando sempre atender a demanda que chega na oficina.

Patrocínio: Monroe Amortecedores / https://www.monroe.com.br

Amigo, achou o título forte?

Vivemos a cada dia a evolução dos veículos com muita tecnologia embarcada, poucas infirmações técnicas, e muitas vezes falta de locais para busca por estas informações.
Todos os dias na GENERAL TECH AUTOMOTIVE DIAGNOSTIC, recebemos veículos para realização de diagnóstico automotivo, sempre em busca de resposta por uma falha que não foi sanada, ou que não foi possível identificá-la de maneira eficaz. 

AFINAL QUAL O MELHOR EQUIPAMENTO DE DIAGNOSTICO, AUTEL?

  Scanner com acesso SGW- FCA

Osciloscópio  THINKCAR?

QUAL? 
Esta pergunta é feita em cada turma que ministramos treinamentos, afinal são tantas as marcas, tanto para linha de entrada, quanto para linha premium. Aqui citamos estas marcas, pois utilizamos em nossa oficina no dia a dia.

NÃO EXISTE O MELHOR EQUIPAMENTO PARA DIAGNÓSTICO!
O diagnóstico não está no equipamento, mas no conhecimento técnico do reparador automotivo. Isto mesmo, no seu conhecimento.
Quando vamos a uma consulta médica, o médico pede vários exames, começa uma sequência, desde os laboratoriais, até a uma ressonância magnética, ou algo mais profundo que possa existir. Mas o DIAGNÓSTICO, vem do conhecimento do médico sobre os resultados que os exames apresentam.

Os equipamentos não interferem, ou não fazem diferença? Os equipamentos interferem, fazem diferença sim. Mas não são eles que fornecem o diagnóstico.   Por pensar assim, muitos reparadores, tem apresentado diagnósticos e soluções errôneas a seus  clientes, muitos chegam a desistir de prestar tal reparo a determinado veículo ou marca.

VAMOS ENTENDER NA PRÁTICA? CASOS REAIS:

Veículo: MB CLC200                                                                    
Falha: Tranco nas paradas e arrancadas com o veículo.        
Histórico do veículo: único proprietário desde zero.
Diagnóstico recebido em outra oficina: troca da transmissão automática, defeito de desgastes nos componentes internos da transmissão.                      

DIAGNÓSTICO GENERAL TECH: 

  • 9003 – A tensão de alimentação ao módulo de comando é muito baixa (subtensão).         
  • 913D – O módulo de comando N73 (módulo de comando EZS) reconheceu subtensão.             
  • 913E – O módulo de comando N73 (módulo de comando EZS) reconheceu sobretensão.
  • 9102 – Falha na comunicação CAN com o sistema do motor.                                                        
  • 9115 – Falha na comunicação do CAN com o módulo de comando N22 (unidade de comando e controle KLA), caso não haja mais outras reclamações, este código de falha pode ser desconsiderado.                                                               
  • 9128 – A tensão de alimentação ao módulo de comando é muito baixa (subtensão)
  • B1001 – Subtensão da alimentação.                             
  • B1001 – A tensão de alimentação ao módulo de comando é muito baixa (subtensão).                            
  • B1044 – O terminal 30 tem uma subtensão < 10,5 V.

Quantas vezes você leu na lista de falhas encontradas pelo Scanner as palavras TENSÃO e SUBTENSÃO?

Mas acusava a transmissão também:

  • TCM – (Acionamento da caixa de mudanças):                         
  • P0894  – O câmbio patina. ARMAZENADO                                  
  • P0731 –  A marcha 1 não é plausível ou a caixa de mudanças desliza. ARMAZENADO               
  • P0733 – A marcha 3 não é plausível ou a caixa de mudanças desliza.                                    
  • C343800 –  A alimentação de tensão está fora da faixa admissível.           

Veja, que apresentou falhas acusando erros na caixa de mudanças, com um detalhe (ARMAZENADO), que quer dizer, passado e não presente. Porém a falha de tensão fora de faixa admissível.

Aqui entra o detalhe de nossa matéria:  “A falta de Conhecimento…”

A situação é de extrema atenção, pois o scanner não diagnostica, ele aponta onde o programa, software, mapa eletrônico, como queiram chamar, identificou que algo não está dentro dos parâmetros estabelecidos para o sistema. De posse das informações, códigos de falhas, no caso o C343800 A alimentação de tensão está fora da faixa admissível. ARMAZENADO(Eventos), está sempre ligado ao módulo de ABS/ESP/ Controle de Tração. 

Lembra que na última edição foi apresentado, que a aplicação da bateria indevida, ainda que o catálogo de reposição indique a bateria comum ou convencional? Apresentamos que nestes casos deva-se aplicar a bateria correta para a demanda de energia do veículo? O Mercedes em questão, precisará trocar seu módulo de ABS, pois danificou seu circuito eletrônico, assim causando trancos na transmissão, pois a comunicação entre controle de freios e tração, via REDE CAN foi interrompida, não tendo comunicação, não há controle exato do sistema.

Luz de Injeção acesa, não é sinal de defeito da Sonda Lambda!

Outro caso que pegamos, Jeep Renegade, Luz de Anomalia do Gerenciamento do Motor acesa, a luz de injeção.

Cliente trouxe veículo para analisar a sonda lambda, pois havia lhe sido dito que é crônico, na linha Jeep, luz de anomalia acesa, defeito de sonda lambda. Realizando o diagnóstico com scanner THINKTOOL MASTER, da THINKCAR, verificamos que havia uma falha quanto ao controle de energia da bateria, pelo sensor de baterias inteligente:

BCM/TIPMCGW/FCM GW (Body Computer Module).              

  • B2193-00 Sensor Interno da Bateria Inteligente RFH (Hub de rádio frequência)
  • U0140-00 Comunicação Perdida com o Módulo de Controle da Carroceria

Como resposta sobre diagnóstico, dissemos bem no início desta matéria, que diagnóstico é a interpretação da leitura dos resultados das análises realizadas. Apresento a você, reparador e leitor, um dos equipamentos que é complemento para análises técnicas, o diagnóstico automotivo, o SENSORTEST HY1000. 

Este equipamento foi desenvolvido e pensado em você reparador automotivo, pelas indústrias TEM-THOMSON e a HYBRID HE-CONTROLS. Sob a visão de proporcionar o correto diagnóstico, completando as análises com segurança. Pois é um equipamento que vai medir o sinal emitido pelos sensores automotivos. Como o cliente disse sobre o Renegade:  “Me falaram que é crônico defeito de SONDA LAMBDA…”

Com o HY1000, podemos comprovar o funcionamento e o teste completo de um SENSOR O2, a sonda lambda. Veja:

1. Conecte o HY1000 SENSORTEST ao conector da Sonda Lambda

2. Teste o Componente

3. Funcione o veículo e acompanhe o resultado da leitura e funcionamento do sensor

Resultado Sonda Lambda Perfeita! Veja o resultado de uma Sonda com defeito:

Esta análise foi de uma Sonda WIDE BAND – Banda Larga de um Golf TSI 2015, que o scanner apresentava falha de curto-circuito da Sonda pré catalisador. Com o SENSORTEST, alimentando a sonda diretamente, foi possível confirmar que a sonda realmente estava com defeito.

Encerramos mais uma matéria, lembrando sempre que a REVISTA REPARAÇÃO AUTOMOTIVA, tem o compromisso de levar até você um conteúdo mensal e real, sobre a atuação do setor automotivo, da gestão a execução dos reparos. Te aguardamos no stand da Revista Reparação Automotiva na AUTOMEC 2023!

Leandro Marco
Professor de manutenção automotiva, graduado em Produção Mecânica Industrial, Mecatrônica Automotiva, Pós Graduado em Engenharia de Manutenção Automotiva, atua na reparação automotiva há 34 anos, proprietário da General Tech, Oficina de linha Premium em Uberaba MG.

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