Emplacamento da frota brasileira em maio de 2026

Frota circulante brasileira ultrapassa 80 milhões de unidades. Automóveis e comerciais leves apresentaram crescimento. Caminhões e ônibus registraram queda  

Nos cinco primeiros meses do ano 2,1 milhões de novos veículos automotivos foram adicionados ao mercado, o que elevou o acumulado da frota circulante nacional para pouco mais de 82 milhões de unidades, entre todos os modais de transporte automotivo, isso inclui automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, tratores e semirreboques.

O quadro abaixo demonstra uma síntese comparativa do desempenho acumulado nos cinco primeiros meses do ano entre 2026 e 2025.

Automóveis e comerciais leves tiveram um desempenho melhor entre todos os segmentos, contra uma queda de 13,2% no segmento de comerciais pesados.

No caso do segmento de pesados justifica-se a queda nas vendas de caminhões, ônibus e implementos rodoviários devido a um processo de postergação no tempo de compra, pois o mercado espera pela segunda etapa do Move Brasil, que prevê mais R$ 21,2 bilhões para a aquisição de veículos desses segmentos, com juros mais em conta, e começou a ser operado em 29 de maio. 

Esse foi o segundo melhor resultado para o período desde 2011.

O emplacamento em maio ficou dentro da expectativa das montadoras, gerando uma sensação de que melhores resultados poderão acontecer para o setor, caso nenhum outro agregado econômico venha a interferir, por maior que seja o risco dos efeitos de uma nova taxação adicional do governo americano sobre produtos brasileiros, anunciada para julho.

Abaixo o quadro completo de todos os segmentos:

Em resumo:

  1. A leitura do macroambiente econômico e político não sugere alteração de previsão amplamente positiva para os números do ano, que se mantiveram com expectativa de crescimento médio do setor de veículos novos não superior a 3% em relação ao ano de 2025. Impactos da inflação de custos causada pela guerra EUA-Irã, nova taxação do governo americano, questões políticas envolvendo acusações para discutir o caso do Banco Master, proximidade de período eleitoral, são causa e efeito da prudência em não se esperar resultados mais significativos no setor para o ano, ceteris paribus.
  2. Pelo segundo mês consecutivo as motos apresentaram redução nas vendas e emplacamentos (-6,2% em relação a abril) e as previsões positivas de que o segmento ultrapasse mais de 2,2 milhões de novas unidades no ano continuam a sustentar o discurso dos analistas especializados do setor.
Participação das marcas mais emplacadas no acumulado de 2026

Não houve mudança na deposição no ranking das marcas mais vendidas no acumulado até maio. A Fiat continua liderando como marca que mais vendeu carros no país. A empresa está na frente da segunda colocada, a Volkswagen. Mais abaixo, fechando o pódio, está a Chevrolet e em quarto aparece a Hyundai que agora tem a BYD na sua cola. Em seguida aparecem Toyota e Renault, ou seja, nada mudou em relação ao ranking apresentado no mês de abril.

Entre as 7 primeiras marcas estão concentrados 72,1% das vendas de automóveis e comerciais leves no mercado nacional, que continua atrativo para muitas montadoras e novos entrantes. 

Algumas marcas têm grande volume (Fiat, VW, GM), enquanto outras focam em nichos específicos (Rolls-Royce, BMW). 

Cerca de 44 marcas (incluindo leves e comerciais) são comercializadas no País, que em determinadas épocas do ano pode chegar a 50, destacando-se gigantes como Fiat, Volkswagen, Chevrolet, Hyundai, Toyota e a ascensão de chinesas como BYD e GWM.

Já no segmento de caminhões e ônibus a Mercedes-Benz aumentou sua participação no mercado e manteve a liderança, recuperando uma porcentagem expressiva com 32,1% (era 26,2% em abril), seguida pela VW T&B com 26,9% que também teve melhor desempenho entre as marcas (era 22,9% em abril), Volvo (14,5%), Iveco (8,7%), Scania (8,3%) e DAF (4,8%). Estas marcas concentram 95,3% de todos os veículos comerciais pesados (caminhões e ônibus) emplacados e vendidos no acumulado de 2026. 

Emplacamento de híbridos e elétricos
Sergio Duque
Economista, pós-graduado em Marketing e professor universitário.
Há 30 anos atua no mercado de reposição de autopeças.

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