Este ano serão consumidos perto de 26,8 milhões de jogos de velas e mais 8,86 milhões de cabos.
As velas de ignição são componentes essenciais nos motores a combustão. Elas geram a faísca que inflama a mistura de ar e combustível, iniciando a combustão. Velas em bom estado garantem partidas rápidas, economia de combustível, máximo desempenho e menor emissão de poluentes.
Considerando a média anual de quilometragem em grandes cidades na faixa de 18.000 km, é quase certo que a substituição das velas de ignição ocorra a cada 2 ou 3 anos de uso, dependendo do tipo original instalado no motor do veículo, se bem que, a quilometragem por si só não configura um único parâmetro de análise.
Depende também de uso urbano severo. Um carro pode rodar apenas alguns quilômetros por dia sob forte trânsito, com motor ligado, peças desgastando, mas sem registrar alta quilometragem. Outro fator é o uso de combustível adulterado e se o veículo é movido a gás que provoca desgaste maior nesses componentes.
Tipos de Velas Originais
Existem vários modelos de velas de ignição no mercado, mas basicamente são classificadas em três categorias com base no material do elétrodo (cobre/níquel, platina e irídio) e do tipo de funcionamento (convencional ou resistiva).
Velas Convencionais (Cobre ou Níquel): Padrão em motores mais antigos ou populares aspirados e carburados. São confiáveis, mas possuem menor vida útil. São os modelos tradicionais, mais acessíveis, porém com menor durabilidade.Troca recomendada em torno de 30.000 km.
Velas de Platina (Com Resistor Interno): Utilizadas na maioria dos carros modernos com injeção eletrônica para evitar interferências em centrais e sistemas de som. Oferecem maior resistência ao desgaste e a durabilidade é o dobro da convencional em cobre, chegando a durar cerca de 60.000 km.
Velas de Iridium (Premium): Padrão na maioria dos automóveis atuais, motores turbo e de alta performance. Oferecem queima perfeita, melhor partida a frio e durabilidade estendida. Tecnologia de ponta com eletrodos superfinos. Proporcionam melhor queima, reduzem falhas e duram em média entre 80.000 e 100.00 km.

Sinais de que as velas podem estar comprometidas ou perto do fim:
- Dificuldade para dar a partida no motor
- Falhas na aceleração ou motor “engasgando”
- Aumento repentino no consumo de combustível
- Marcha lenta irregular (motor trêmulo)
- Luz de advertência acesa no painel
Em 2026 estima-se que no Brasil serão demandados perto de 26,8 milhões de jogos de velas de ignição apenas no segmento da reparação automotiva, além de mais 8,86 milhões de jogos de cabos de ignição.

O mercado é expressivo e dele participam marcas consolidadas como a NGK (Niterra), Bosch, Champion, Denso, Delphi, Wega, AC Delco, Magneti Marelli, Gauss e outros fabricantes.
Um determinado fabricante alega possuir quase 70% da preferência entre todas as marcas. Perguntado se faz a pesquisa com regularidade, disse que sim e que só pede para o proprietário que está abastecendo seu veículo em um posto de combustível dar licença para ele abrir e conferir a marca abaixo do capô. Fazem isso também em oficinas mecânicas, enquanto os carros estão parados para manutenção.
Já os cabos de ignição (ou cabos de vela) são componentes cruciais do sistema automotivo. Eles têm a função de conduzir a alta tensão elétrica gerada pela bobina até as velas de ignição, resistindo a altas temperaturas.
O sistema de ignição depende da combinação perfeita entre bobina, cabos e velas para gerar a centelha necessária e queimar a mistura ar-combustível. Os cabos precisam conduzir a eletricidade de forma intacta, sem permitir fugas de corrente, ao mesmo tempo em que suprimem interferências eletromagnéticas para não danificar a eletrônica do veículo.
Boas práticas recomendam a substituição dos cabos no mesmo tempo da substituição das velas, pois o calor do cofre do motor exige maior resistência elétrica dos cabos velhos. Isso causa falhas de ignição, engasgos, aumento no consumo de combustível e perda de potência.
O valor da mão de obra para trocar velas e cabos varia de R$ 80 a R$ 200, dependendo da região, do modelo do veículo e da complexidade de acesso às peças. O serviço costuma levar menos de uma hora para ser concluído em carros populares.

Economista, pós-graduado em Marketing e professor universitário.
Há 30 anos atua no mercado de reposição de autopeças.
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