Emplacamento da frota em setembro de 2026

Vendas de autoveículos novos continua a crescer no Brasil. A expectativa é de que até o final do ano vários recordes serão superados.

Nos 9 primeiros meses do ano 4,1 milhões de novos veículos automotivos entraram no mercado, o que elevou a frota circulante nacional para pouco mais de 83 milhões de unidades, entre todos os modais de transporte automotivo, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, tratores e semirreboques.

O quadro abaixo demonstra uma síntese comparativa do desempenho acumulado nos 9 primeiros meses do ano entre 2026 e 2025.

Automóveis, comerciais leves e motos tiveram desempenho positivo entre todos os segmentos no fechamento do período em análise. Houve até aqui um volume maior de 22,5% no segmento de automóveis em relação ao mesmo período do ano anterior.

Comerciais Leves e motos igualmente tiverem bons desempenhos e devem encerrar o ano com volumes superiores ao registrado em 2025.

O mercado automotivo operou até agora com registros de forte expansão impulsionado pela expressiva alta nas vendas de veículos novos e pela ascensão dos carros eletrificados e das marcas chinesas.

O setor de importados tem registrado crescimento acumulado representativo, forçando as montadoras tradicionais a oferecerem descontos agressivos para manterem a competitividade. 

A queda nas vendas de caminhões, ônibus e implementos rodoviários no acumulado do período se deve ao cenário condicionado pela resiliência do crédito e por taxas de juros elevadas, que impactam principalmente o segmento de pesados.

O governo até minimizou a queda com ao oferecer linhas de crédito com taxas menores (Programa Move Brasil), para facilitar o acesso e promover a renovação da frota pesada. Mas o programa encerrou em agosto e empresários ainda clamam por mais crédito e ações motivadoras.

O emplacamento em setembro ficou dentro da expectativa das montadoras, gerando uma sensação de que melhores resultados poderão acontecer para o setor, caso nenhum outro agregado econômico venha a interferir.

Abaixo o quadro completo de todos os segmentos:

Em resumo:

  1. Se elevaram as expectativas de crescimento do setor de veículos novos, antes projetada para apenas 3,0% em relação ao ano de 2025, e agora podendo chegar até 7,0%. Em 2025 encerramos o ano com o emplacamento de 5,1 milhões de veículos automotores novos e em 2026 a estimativa é de 5,5 milhões.
  2. Os impactos estimados da inflação de custos causada pela guerra EUA-Irã, nova possível taxação do governo americano, baixo efeito copa do mundo que passou rápido nas expectativas brasileiras, período de eleição presidencial com sinalização de possível inversão de rota, são causa e efeito dos resultados até aqui, embora ainda haja prudência em não se esperar resultados muito mais significativos no setor para este ano.
  3. Pelo quarto mês consecutivo houve redução na venda e emplacamento de motos (-0,1% em relação a agosto). Ainda assim as previsões de que o segmento ultrapasse mais de 2,3 milhões de novas unidades no ano continuam mantidas. A frota circulante de moto no país deve atingir 23 milhões de unidades ao final desse ano.
Participação das marcas mais emplacadas no acumulado de 2026

Não houve mudança de posição no ranking das marcas mais vendidas no acumulado até abril. A Fiat continua liderando como marca que mais vendeu carros no país. A marca está na frente da segunda colocada, a Volkswagen. Mais abaixo, fechando o pódio, aparece a Chevrolet, BYD, Hyundai, que retomou a posição da Toyota, que agora é a sexta no ranking.

Essas 6 marcas representam 66,5% das vendas e emplacamentos de veículos novos.

Já no segmento de caminhões e ônibus a Mercedes-Benz manteve sua participação e a liderança com porcentagem expressiva de 31,6%, seguida pela VW T&B com 26,4%, a Volvo com 14,6%, a Scania com 9,1%, a Iveco com 8,8% e DAF com 4,7%. Estas marcas concentram 95,2% de todos os veículos comerciais pesados (caminhões e ônibus) emplacados e vendidos no acumulado do período até setembro de 2026.

Emplacamento de híbridos e elétricos

O mercado nacional bate recordes sucessivos, ultrapassou a marca de 1 milhão de unidades de veículos eletrificados em circulação. O crescimento é impulsionado por um interesse renovado em economia de combustível, com destaque para a liderança contínua das marcas BYD e GWM.

Outras marcas como Omoda Jaecco, Toyota, Fiat e Jepp também se destacam no oferecimento de veículos híbridos, sendo que entre os elétricos puros os destaques ficam por conta da BYD e a Geely.

Comprar um carro elétrico ou híbrido no Brasil oferece algumas vantagens como menores custos operacionais, isenção de rodízio em grandes metrópoles e redução ou isenção de IPVA. Os incentivos são divididos entre as esferas federal, estadual e municipal.

Há registros de que a cada dia aumenta o número de pontos de abastecimento de elétricos pelas cidades e estradas e a quantidade de interesses só faz aumentar para esse segmento de mercado automotivo.

As vendas de híbridos e elétricos bateram recordes expressivos, chegando a representar cerca de 20% dos novos automóveis emplacados no país.

Sérgio Duque
Economista, pós-graduado em Marketing e professor universitário.
Há 30 anos atua no mercado de reposição de autopeças

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