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 A Segurança contra incêndios será o próximo diferencial das Oficinas 

As baterias dos veículos elétricos e híbridos geram calor que pode ultrapassar 1.000°C em poucos segundos, assim agentes tradicionais, como o CO2 e o pó químico seco são ineficazes.

Com o crescimento acelerado da eletromobilidade no Brasil, cresce também a necessidade de discutir segurança técnica dentro das oficinas e centros de reparação. Um dos temas mais importantes da atualidade é o risco envolvendo baterias de lítio e os protocolos corretos de prevenção e combate a incêndios em veículos eletrificados.

Nesta edição, a Flex Company convidou Marcelo Prisco, engenheiro mecânico e proprietário da PROTEGE, empresa parceira especializada em soluções de proteção para ambientes automotivos, para compartilhar uma reflexão importante sobre os riscos invisíveis que ainda são subestimados por muitos profissionais do setor:

A crença de que baterias de lítio possuem proteção total é um mito perigoso que ainda permeia o setor automotivo. Embora dotadas de sofisticadas camadas de segurança, elas não são imunes a falhas catastróficas. Alimentar essa falsa sensação de invulnerabilidade apenas adia medidas preventivas essenciais, colocando vidas e patrimônios em risco desnecessário diante de uma tecnologia que exige respeito e preparo técnico rigoroso. A complacência é, muitas vezes, o primeiro passo para um desastre evitável.

O perigo real reside na “fuga térmica” ou thermal runaway, uma reação química autoalimentada onde a temperatura interna pode ultrapassar 1.000°C em poucos segundos, tornando o controle externo extremamente difícil. Esse fenômeno crítico pode ser desencadeado por quatro gatilhos principais: danos mecânicos como impactos, perfurações ou esmagamentos; sobrecarga ou descarga excessiva decorrente de falhas no sistema de gestão da bateria (BMS) ou uso de carregadores não homologados; defeitos ocultos de fabricação; ou a exposição prolongada a temperaturas extremas. As consequências são invariavelmente severas, envolvendo a emissão de fumaça densa e altamente tóxica, o risco iminente de perda total da oficina e pesadas responsabilidades legais e civis para os proprietários e gestores que negligenciam a segurança.

Nesse contexto, adotar a segurança contra incêndio como um pilar estratégico torna-se um diferencial competitivo crucial. Além de mitigar riscos operacionais e reduzir custos com sinistros, essa postura proativa gera confiança imediata no cliente e antecipa a conformidade com as rigorosas regulações que o mercado de eletromobilidade passará a exigir em breve.

É fundamental compreender que o incêndio em baterias de lítio é quimicamente distinto dos fogos convencionais, o que torna agentes tradicionais, como o CO2 e o pó químico seco, ineficazes por não conseguirem interromper a reação interna nem resfriar o núcleo das células de forma permanente.

O combate eficiente exige um agente extintor específico, capaz de resfriar o sistema instantaneamente, isolar o oxigênio e, crucialmente, evitar a reignição espontânea. A PROTEGE pioneira no Brasil nessa tecnologia, conta com uma linha completa de equipamentos portáteis e sobre-rodas para a proteção das oficinas e ambientes, desenvolvidos exatamente com essa tecnologia de ponta e posicionando-se como a solução definitiva para conter o fogo ainda em seu estágio inicial.

“Para mais conteúdos técnicos sobre segurança e eletromobilidade, acompanhe a Flex Company nas redes sociais ou entre em contato pelo e-mail diretoria@flexcompany.com.br.”

Francisco Almeida
Diretor da Flex Company e Especialista em Veículos Eletrificados

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